Para minha grande alegria e imensa satisfação, sexta-feira foi o último dia de batente antes de três semanas de férias (até o Natal). Ueba! Eu gosto de trabalhar e gosto do salário que recebo, mas também acho que pausas eventuais são tudo de bom.
Pela primeira vez desde o final de 2005, meu último dia de trabalho não significou correr para casa, fechar as malas, ir para BH e embarcar no dia seguinte. Dessa vez a minha viagem não vai ser para outro país: vai ser no Brasil mesmo. Em minha mente! (Vocês já viram o filme chinês em que os guerreiros lutavam "em suas mentes"? Pois então!)
Estou equipadíssima (dessa vez não me preocupei com malas reduzidas): tenho "História do Brasil" do Boris Fausto, "Casa Grande & Senzala" do Gilberto Freyre, "Raízes do Brasil" do Sérgio Buarque de Holanda (pai do Chico!), "Formação Econômica do Brasil", do Celso Furtado e outros livros seminais que o correio está trazendo. Ah, e um atlas escolar, que comprei no supermercado por 12 reais.
Estou me divertindo pacas. É muito interessante retomar a história do Brasil com olhos de adulta, com mais senso crítico e mais conhecimento de mundo. Os fatos deixam de ser acontecimentos isolados e passam a peças de um complexo quebra-cabeça. (Embora, claro, meu cérebro de editora de "Contigo!" grave preferencialmente as fofoquinhas, como D. Pedro I ter sido pai de 18 filhos.)
Também descobri que, apesar de ser formada em duas graduações da área de Humanas, meus conhecimentos em História e Geografia são bem mequetrefes. Será que as provas abertas do vestibular da UFMG não eram tão difíceis assim ou eu é que esqueci tudo?
sábado, 5 de dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
O Caso do Ser ou Não Ser (Mãe)
Eu não penso muito em ter filhos, mas de vez em quando eu penso. E às vezes quero, às vezes não quero, e a decisão a que eu cheguei é que vou deixar a decisão pra depois, quando o Maridinho tiver passado em um concurso, e eu tiver escolhido uma carreira definitiva, e o Rio sediar as Olimpíadas e...
É verdade que eu tenho 33 anos, então não dá para deixar a decisão para um futuro muito longínquo. Mas essa questão eu já resolvi: se eu não consegui engravidar quando eu quiser, adoto. E não me digam que filho adotado não é a mesma coisa: filho é filho, uai. E o adotado tem a grande vantagem de já vir pronto. Principalmente se já tiver uns dois aninhos e começando a falar, hehe.
(Sem falar que sempre tem a chance da irmã I. - somos praticamente cópias genéticas – engravidar, não querer o bebê e me dar para criar. A chance é pequena, porque a irmã I. é diligente com métodos anticoncepcionais, e também não tenho certeza se ela ia querer bancar a Juno, mas quem sabe?)
De qualquer forma, os planos B e C não valem nada se eu não decidir colocar o plano A em ação. E aí é que mora a grande dúvida. Porque ser mãe, né? É uma responsabilidade. Pelo menos já tirei da cabeça que para ser uma boa mãe eu teria de prover os filhotes com escolas internacionais, intercâmbios variados e viagens ao exterior freqüentes (para eles praticarem línguas, pólo e iatismo, claro). E também não esquento com o fato de a minha própria genitora (aquela mulher sem vaidade) ter dito, num certo Natal, que ela não achava que eu ia ser uma boa mãe.
Ela já tinha tomado umas cervejas, e vocês sabem, in vino veritas (isto é, cachaça é soro da verdade). Mas tudo bem, porque eu acho que, pra ela, maternidade é sinônimo de cuidar da comida, da roupa e da saúde. E ela acha que, pra mim, é contar historinha, usar fantasia, dançar na mesa da sala e ensinar como funciona o sistema solar (Sim, foi esse o método que usei com a irmã I., que é oito anos mais nova que eu, com ótimos resultados. Vocês não acham que o mínimo que ela pode fazer em sinal de gratidão é me presentear com seu filho primogênito? E um suprimento vitalício de chocolate? Pois é, eu também acho). Mas é claro que eu sei que comida, roupa e saúde são importantes. E não tenho a menor intenção de deixar menines passarem fome (ainda mais estando de posse de um suprimento vitalício de chocolate).
Enfim, tá tudo organizado aqui na cabecinha. Só não apareceu ainda a janela apropriada. Porque eu tenho um monte, um monte de coisas a fazer antes de me reproduzir. Mas não se preocupem: tenho certeza de que no meu aniversário de 50 anos estarei praticamente decidida a respeito.
É verdade que eu tenho 33 anos, então não dá para deixar a decisão para um futuro muito longínquo. Mas essa questão eu já resolvi: se eu não consegui engravidar quando eu quiser, adoto. E não me digam que filho adotado não é a mesma coisa: filho é filho, uai. E o adotado tem a grande vantagem de já vir pronto. Principalmente se já tiver uns dois aninhos e começando a falar, hehe.
(Sem falar que sempre tem a chance da irmã I. - somos praticamente cópias genéticas – engravidar, não querer o bebê e me dar para criar. A chance é pequena, porque a irmã I. é diligente com métodos anticoncepcionais, e também não tenho certeza se ela ia querer bancar a Juno, mas quem sabe?)
De qualquer forma, os planos B e C não valem nada se eu não decidir colocar o plano A em ação. E aí é que mora a grande dúvida. Porque ser mãe, né? É uma responsabilidade. Pelo menos já tirei da cabeça que para ser uma boa mãe eu teria de prover os filhotes com escolas internacionais, intercâmbios variados e viagens ao exterior freqüentes (para eles praticarem línguas, pólo e iatismo, claro). E também não esquento com o fato de a minha própria genitora (aquela mulher sem vaidade) ter dito, num certo Natal, que ela não achava que eu ia ser uma boa mãe.
Ela já tinha tomado umas cervejas, e vocês sabem, in vino veritas (isto é, cachaça é soro da verdade). Mas tudo bem, porque eu acho que, pra ela, maternidade é sinônimo de cuidar da comida, da roupa e da saúde. E ela acha que, pra mim, é contar historinha, usar fantasia, dançar na mesa da sala e ensinar como funciona o sistema solar (Sim, foi esse o método que usei com a irmã I., que é oito anos mais nova que eu, com ótimos resultados. Vocês não acham que o mínimo que ela pode fazer em sinal de gratidão é me presentear com seu filho primogênito? E um suprimento vitalício de chocolate? Pois é, eu também acho). Mas é claro que eu sei que comida, roupa e saúde são importantes. E não tenho a menor intenção de deixar menines passarem fome (ainda mais estando de posse de um suprimento vitalício de chocolate).
Enfim, tá tudo organizado aqui na cabecinha. Só não apareceu ainda a janela apropriada. Porque eu tenho um monte, um monte de coisas a fazer antes de me reproduzir. Mas não se preocupem: tenho certeza de que no meu aniversário de 50 anos estarei praticamente decidida a respeito.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
O Caso da Dose do Remédio
Para minha grande indignação (bem, na verdade fui eu que pedi), meu médico diminuiu a dose do meu remedinho mágico. É que eu estava muito feliz, muito desinibida, muito sem sono, muito sem fome e muito sem foco para trabalhar.
Ele disse que quem fica eufórica tende a dar livre rédea a seus desejos. Por exemplo: numa conversação, pergunta, responde e comenta. Em relação às compras, entra no vermelho sem pensar duas vezes.
Eu falei que estava gostando mais das pessoas, mas que ainda não estava inconveniente em festas. E que, em relação aos gastos, eu estava mais pão-dura, se é que isso é possível.
Ele achou que eu estava bem, e que talvez a minha nova visão de mundo fosse o meu eu normal quimicamente equilibrado, mas resolveu diminuir a dose por via das dúvidas.
Nos primeiros dias eu fiquei meio irritadiça (coisa que não acontecia há meses!) e fiz umas caretinhas, segundo o Maridinho. Mas depois relaxei. Agora estou feliz, desinibida, com a fome e o sono voltando ao habitual e trabalhando alegre e eficientemente.
E com a satisfação de ter diminuído os gastos com o remedinho, que custa uma fortuna. He.
Ele disse que quem fica eufórica tende a dar livre rédea a seus desejos. Por exemplo: numa conversação, pergunta, responde e comenta. Em relação às compras, entra no vermelho sem pensar duas vezes.
Eu falei que estava gostando mais das pessoas, mas que ainda não estava inconveniente em festas. E que, em relação aos gastos, eu estava mais pão-dura, se é que isso é possível.
Ele achou que eu estava bem, e que talvez a minha nova visão de mundo fosse o meu eu normal quimicamente equilibrado, mas resolveu diminuir a dose por via das dúvidas.
Nos primeiros dias eu fiquei meio irritadiça (coisa que não acontecia há meses!) e fiz umas caretinhas, segundo o Maridinho. Mas depois relaxei. Agora estou feliz, desinibida, com a fome e o sono voltando ao habitual e trabalhando alegre e eficientemente.
E com a satisfação de ter diminuído os gastos com o remedinho, que custa uma fortuna. He.
O Caso do Blogue Eventualmente Bilíngue
Tô sem tempo/paciência de fazer versões e traduções dos meus posts, então o blogue vai ser bilíngue quando dá. Senão eu acabo não escrevendo.
Imagino que chegando mais perto da gloriosa aventura australiana (fim de fevereiro!) o tempo/paciência devem aumentar, então hang on (güenta aí).
Imagino que chegando mais perto da gloriosa aventura australiana (fim de fevereiro!) o tempo/paciência devem aumentar, então hang on (güenta aí).
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
The Case of Baldness/O Caso da Calvície
I’m convinced I’m going bald.
It’s not an illusion: I shed hair like a Siberian Husky. It seemed to get better when I had my hair cut, but only because the strands weren’t that long.
I’ve been to dermatologists, hematologists and endocrinologists. They order exams, which come back normal, prescribe me chocolate-flavored ferritin pills, and tell me to control stress. It doesn’t work. You see, I wasn’t stressed out at all – unless about hair loss, that is.
However, since I’ve become a practical feminist, I don’t care anymore. If I go bald I go bald. I’m not going to spend time, money and hope undergoing laser treatments or hair transplants (ugh). I will elect Sinéad O’Connor and Carequinha the Clown as my idols and be done with it.
Besides, Hubby is probably not facing a hairy future either. We’ll be a happy bald couple.
* * *
Estou convencida de que estou ficando careca.
Não é impressão minha: ando soltando fios como um husky siberiano. Achei que tinha melhorado quanto cortei o cabelo, mas foi só porque os fios estavam mais curtos.
Já fui a dermatologistas, hematologistas e endocrinologistas. Eles pedem exames, que dão resultados normais, receitam pílulas de ferritina sabor chocolate, e me falam para controlar o estresse. Nada funciona. Olha só, eu nunca estive estressada – a não ser em relação à queda de cabelo, claro.
Entretanto, depois que eu virei uma feminista prática eu não ligo mais. Se eu ficar careca eu fiquei careca. Não vou gastar tempo, dinheiro e esperanças me submetendo a tratamentos a laser ou a transplantes capilares (eca). Vou adotar Sinéad O’Connor e o palhaço Carequinha como ídolos e pronto.
Além disso, provavelmente o Maridinho também não terá um futuro cabeludo. Seremos um casal careca e feliz.
It’s not an illusion: I shed hair like a Siberian Husky. It seemed to get better when I had my hair cut, but only because the strands weren’t that long.
I’ve been to dermatologists, hematologists and endocrinologists. They order exams, which come back normal, prescribe me chocolate-flavored ferritin pills, and tell me to control stress. It doesn’t work. You see, I wasn’t stressed out at all – unless about hair loss, that is.
However, since I’ve become a practical feminist, I don’t care anymore. If I go bald I go bald. I’m not going to spend time, money and hope undergoing laser treatments or hair transplants (ugh). I will elect Sinéad O’Connor and Carequinha the Clown as my idols and be done with it.
Besides, Hubby is probably not facing a hairy future either. We’ll be a happy bald couple.
* * *
Estou convencida de que estou ficando careca.
Não é impressão minha: ando soltando fios como um husky siberiano. Achei que tinha melhorado quanto cortei o cabelo, mas foi só porque os fios estavam mais curtos.
Já fui a dermatologistas, hematologistas e endocrinologistas. Eles pedem exames, que dão resultados normais, receitam pílulas de ferritina sabor chocolate, e me falam para controlar o estresse. Nada funciona. Olha só, eu nunca estive estressada – a não ser em relação à queda de cabelo, claro.
Entretanto, depois que eu virei uma feminista prática eu não ligo mais. Se eu ficar careca eu fiquei careca. Não vou gastar tempo, dinheiro e esperanças me submetendo a tratamentos a laser ou a transplantes capilares (eca). Vou adotar Sinéad O’Connor e o palhaço Carequinha como ídolos e pronto.
Além disso, provavelmente o Maridinho também não terá um futuro cabeludo. Seremos um casal careca e feliz.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
The Case of the Bilingual Blog/O Caso do Blogue Bilíngue
Since I'll be spending one month in Australia next year in a international exchange, in which I plan to dazzle the Aussies (pronounced "Ozies". Yes, like the Osbourne) with my wit, professional knowledge and impeccable English, this blog will be bilingual from now on. Don't tell me I'm horribly snobbish - believe me, I know.
Please be so kind as to point any errors or omissions.
Now let's get to business as usual.
* * *
Uma vez que eu vou passar um mês na Austrália no ano que vem em um intercâmbio internacional, no qual eu pretendo impressionar os Aussies (pronuncia-se "Ozies". Sim, como o Osbourne) com minha agudeza, conhecimento profissional e inglês impecável, este blogue será bilíngue de agora em diante. Não precisam me dizer que eu sou uma esnobe horrível - podem acreditar, eu sei.
Solicito a gentileza de apontarem quaisquer erros ou omissões.
E agora de volta à programação normal.
Please be so kind as to point any errors or omissions.
Now let's get to business as usual.
* * *
Uma vez que eu vou passar um mês na Austrália no ano que vem em um intercâmbio internacional, no qual eu pretendo impressionar os Aussies (pronuncia-se "Ozies". Sim, como o Osbourne) com minha agudeza, conhecimento profissional e inglês impecável, este blogue será bilíngue de agora em diante. Não precisam me dizer que eu sou uma esnobe horrível - podem acreditar, eu sei.
Solicito a gentileza de apontarem quaisquer erros ou omissões.
E agora de volta à programação normal.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
O Caso dos Espalhadores
Existem pessoas construtoras e pessoas espalhadoras (e tem também pessoas que não querem nada com a dureza, mas vamos deixá-las para uma análise posterior). Tanto as construtoras quanto as espalhadoras se preocupam em estudar, trabalhar e melhorar. Só que, enquanto as construtoras decidem um rumo e vão por ele, firmes, fortes e decididas, as espalhadoras saltitam aqui e acolá, mudam de idéia, de casa, de emprego e de interesses.
Tenho muitos amigos que são construtores. Acho que ser construtor deve ser muito bom: você tem um sentimento ótimo de propósito e de progresso. Os meus construtores estão bem de vida e de carreira. São bem-sucedidos e estão satisfeitos e me dão ótimos presentes.
Eu, feliz ou infelizmente, sou uma espalhadora (menos em relação ao Maridinho. E aos livros). Sempre achei que isso significava que eu não sabia o que eu queria da vida. Sempre tentei seguir o exemplo dos meus pais e irmãs construtoras. Só que não dava certo, claro. Eu sofria quando obedecia ao estilo de vida construtor (porque eu não sou uma construtora) e sofria quando não obedecia ao estilo de vida construtor (porque eu me sentia um alien).
Um dia, uma amiga me disse que ser espalhadora era uma característica minha, que eu tinha de assumi-la e de parar de mimimi. Fiquei em choque, depois neguei, aí passei pela depressão e pela ansiedade (fases clássicas do luto). Agora decidi assumir: sou espalhadora, sim – e daí?
Não é que eu não saiba o que eu quero da vida: eu sei, mas o que eu quero muda a cada conjunto de anos. Não é que eu não queira construir – eu quero, mas gravito em torno de várias edificações delicadas, não de um grande prédio imponente.
Sim, ser bem-sucedida como espalhadora é muito diferente de ser bem-sucedida como construtora. Sabendo disso, não me angustio mais. Aliás, acho até que sou uma espalhadora de grande sucesso.
Tenho muitos amigos que são construtores. Acho que ser construtor deve ser muito bom: você tem um sentimento ótimo de propósito e de progresso. Os meus construtores estão bem de vida e de carreira. São bem-sucedidos e estão satisfeitos e me dão ótimos presentes.
Eu, feliz ou infelizmente, sou uma espalhadora (menos em relação ao Maridinho. E aos livros). Sempre achei que isso significava que eu não sabia o que eu queria da vida. Sempre tentei seguir o exemplo dos meus pais e irmãs construtoras. Só que não dava certo, claro. Eu sofria quando obedecia ao estilo de vida construtor (porque eu não sou uma construtora) e sofria quando não obedecia ao estilo de vida construtor (porque eu me sentia um alien).
Um dia, uma amiga me disse que ser espalhadora era uma característica minha, que eu tinha de assumi-la e de parar de mimimi. Fiquei em choque, depois neguei, aí passei pela depressão e pela ansiedade (fases clássicas do luto). Agora decidi assumir: sou espalhadora, sim – e daí?
Não é que eu não saiba o que eu quero da vida: eu sei, mas o que eu quero muda a cada conjunto de anos. Não é que eu não queira construir – eu quero, mas gravito em torno de várias edificações delicadas, não de um grande prédio imponente.
Sim, ser bem-sucedida como espalhadora é muito diferente de ser bem-sucedida como construtora. Sabendo disso, não me angustio mais. Aliás, acho até que sou uma espalhadora de grande sucesso.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
O Caso do Projeto de Lei
Está em discussão no Senado um projeto de lei que pune o preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero. Ou seja, fica proibido despedir alguém, ou impedi-lo de entrar ou ficar num espaço público, ou reprová-lo em seleção educacional ou profissional, ou não deixar que ele se hospede em algum lugar, exclusiva e unicamente porque esse alguém é homossexual/ bissexual/transgênero.
A iniciativa é ótima, certo? Porque a gente sabe que essas coisas acontecem, e não deviam acontecer. Então vamos lá votar a favor do projeto de lei, isto é, no “sim” da enquete que o Senado está fazendo (à direita, no meio da página). Porque o “não” está ganhando, vocês acreditam?
A iniciativa é ótima, certo? Porque a gente sabe que essas coisas acontecem, e não deviam acontecer. Então vamos lá votar a favor do projeto de lei, isto é, no “sim” da enquete que o Senado está fazendo (à direita, no meio da página). Porque o “não” está ganhando, vocês acreditam?
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
O Caso da(s) Vacina(s)
A Austrália exige que eu seja vacinada contra febre amarela para eu botar meus pezinhos lá. Então tá.
Tem um posto de saúde a dois quarteirões do trabalho, o que é muito conveniente. Fui lá na segunda-feira, e me avisaram que cada posto oferece essa vacina em um dia da semana, o que eu achei muito razoável, já que aqui na região não está tendo epidemia nem nada. O dia do meu é quarta-feira, e me disseram para ir de manhã, porque a vacina de febre amarela é retirada da geladeira às 8 da matina e perde a validade depois de quatro horas.
Então hoje lá me fui, toda pimpona. Fiquei com uma impressão ótima: o posto é novinho (inaugurado em 2003) e cheio de profissionais vestidos de branco. Enquanto eu esperava, um deles passou e me ofereceu o complexo da dengue, que não é vacina mas ameniza os efeitos da doença se eu a contrair. Duas gotinhas e pronto. Na sala da vacina, a moça que me atendeu (e que não estava vestida de branco) era simpática e atenciosa e sugeriu que eu tomasse também a primeira dose da anti-tetânica. Aceitei satisfeitíssima, porque minha mãe vive mandando eu tomar.
As picadinhas foram muito rápidas e doeram só um pouquinho. Além disso, troquei muitas risadinhas com bebês fofinhos que estavam na fila (antes de serem vacinados, claro: depois das injeções eles se sentiram profundamente feridos em suas dignidades e choraram de se acabar).
Resumo da ópera: saí do posto de saúde ultra-vacinada. E tudo de graça!
Tem um posto de saúde a dois quarteirões do trabalho, o que é muito conveniente. Fui lá na segunda-feira, e me avisaram que cada posto oferece essa vacina em um dia da semana, o que eu achei muito razoável, já que aqui na região não está tendo epidemia nem nada. O dia do meu é quarta-feira, e me disseram para ir de manhã, porque a vacina de febre amarela é retirada da geladeira às 8 da matina e perde a validade depois de quatro horas.
Então hoje lá me fui, toda pimpona. Fiquei com uma impressão ótima: o posto é novinho (inaugurado em 2003) e cheio de profissionais vestidos de branco. Enquanto eu esperava, um deles passou e me ofereceu o complexo da dengue, que não é vacina mas ameniza os efeitos da doença se eu a contrair. Duas gotinhas e pronto. Na sala da vacina, a moça que me atendeu (e que não estava vestida de branco) era simpática e atenciosa e sugeriu que eu tomasse também a primeira dose da anti-tetânica. Aceitei satisfeitíssima, porque minha mãe vive mandando eu tomar.
As picadinhas foram muito rápidas e doeram só um pouquinho. Além disso, troquei muitas risadinhas com bebês fofinhos que estavam na fila (antes de serem vacinados, claro: depois das injeções eles se sentiram profundamente feridos em suas dignidades e choraram de se acabar).
Resumo da ópera: saí do posto de saúde ultra-vacinada. E tudo de graça!
terça-feira, 17 de novembro de 2009
O Caso do Casamento Noturno
Eu ia lavar o rosto depois das fotos, mas dei de cara com um monte de amigos e uma taça de espumante que não se esvaziava nunca, e aí já viu: só fui me lembrar depois, quando me vi no espelho do banheiro.
Só que maquiagem não sai totalmente com água e sabão: ela sai mesmo é com removedor ou hidratante. E algodão. E nenhum dos itens estava disponível. Aí fiquei com preguiça.
Em minha defesa, informo que não passei esmalte na unha, nem usei meia-calça, nem fui ao salão arrumar o cabelo, nem botei adereços fora os brincos pequenos e a aliança que eu já uso normalmente.
Ainda assim, continuo com inveja do Maridinho (meu novo ícone de moda e beleza): banho, barba e terno, e ele estava pronto.
Ainda hei de arranjar um equivalente para mim.
Só que maquiagem não sai totalmente com água e sabão: ela sai mesmo é com removedor ou hidratante. E algodão. E nenhum dos itens estava disponível. Aí fiquei com preguiça.
Em minha defesa, informo que não passei esmalte na unha, nem usei meia-calça, nem fui ao salão arrumar o cabelo, nem botei adereços fora os brincos pequenos e a aliança que eu já uso normalmente.
Ainda assim, continuo com inveja do Maridinho (meu novo ícone de moda e beleza): banho, barba e terno, e ele estava pronto.
Ainda hei de arranjar um equivalente para mim.
Assinar:
Postagens (Atom)