domingo, 21 de janeiro de 2018

Tão ricos

Um amigo nosso nos explicou para o tio de um jeito que achei lindo: "eles são tão ricos que não têm carro nem apartamento".

Eu me sinto muito rica mesmo. Não só de amor e de saúde, mas de dinheiro também. Simplesmente porque ganho mais do que preciso.

Para chegar a essa posição, o negócio é ganhar muito... ou precisar de pouco.

Ok, sei que sou privilegiada e que meu "pouco" seria bom demais para muita gente. Mas considerando colegas e amigos e família, que têm automóveis e casa própria e armários cheios e móveis e acessórios, estamos no lado dos simplesinhos na escala.

Não foi do dia pra noite que a gente chegou aqui. Foi todo um processo. E entendo que tenha quem queira viver de um jeito diferente.

Mas gosto do meu jeito e acho um vantajão.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Atenção, sentido!

Trabalho oito horas por dia, com ponto eletrônico (biométrico - tem de botar o dedinho no sensor da catraca!), sentada em uma bonita cadeira vagamente ergométrica, estacionada na frente do computador. E ando me achando bem sedentária, porque eu e o Leo deixamos o longo período de chuvas de Brasília nos intimidar e perdemos o hábito das caminhadas. 

Ontem me deu uma luz e decidi trabalhar de pé. Arrumei livros e tampas de caixas e bases de madeira e consegui levantar todos os meus equipamentos um montão de centímetros. Para completar, pedi que trocassem o monitor auxiliar por um que aumenta de altura e voilà, tudo resolvido. 

Passei um dia bom e agitado. Além de providenciar todas essas mudanças e arquivar um monte de documentos, ficar menos tempo sentada me deixou animada, sem sono e, apesar de um pouquinho cansada, com aquela sensação boa de ter usado os músculos. O que esqueci de considerar é que, agora, quando me sento, fica tudo muito alto. Não tenho uma mesa ajustável (como a irmã mais nova tem). 

jeito é sentar pouco, né. 

domingo, 14 de janeiro de 2018

A cura milagrosa

Durante 24 horas, depois de um telefonema com o reumatologista, convivi com um diagnóstico de artrite rematoide (aquela doença crônica autoimune sinistra cujos medicamentos são quase piores do que a própria). Liguei para meus pais. Escrevi um post para o blog. Entrei para um grupo de apoio no Facebook.  Pesquisei sobre os efeitos colaterais (tensos) dos remédios.

Aí fui a uma consulta no dia seguinte e não era beeeem assim. Os exames dizem que eu posso ter AR, mas não tenho nenhum sinal clínico (inchaço e vermelhidão nas articulações, dores intensas). O médico contou casos de diagnósticos difíceis que ele fez e pediu mais exames, mas basicamente não  sabe o que eu tenho.

Saí do consultório feliz da vida. Entrei com AR e saí sem.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Os primeiros de 2017

- primeiro dia de trabalho no Itamaraty;

- primeira viagem com vinte pessoas;

- primeiro convite para se retirar do bar (porque ele está fechando);

- primeira massagem profissional;

- primeiro macarrão coreano;

- primeiro pisco peruano;

- primeira festa junina japonesa;

- primeiro evento em embaixada;

- primeiro baile de máscaras;

- primeira visita ao reumatologista (tá tudo bem, obrigada);

- primeiro aniversário depois dos 40;

- primeiro passaporte diplomático.

2017 foi um ano tenso e complicado para o Brasil e para o mundo, mas para mim, pessoalmente, foi bom pra caramba.

Espero que em 2018 o Brasil e o mundo acompanhem.