sexta-feira, 16 de junho de 2017

Tarda, mas não falha

Depois de mais de um ano esperando (e resmungando), ultimamente minha vida tem sido uma sucessão feliz de eventos e comemorações: aniversário, despedida, festivais (japonês, coreano e de países do sudeste asiático), posse, happy hour, festas juninas, festa da turma, aniversário de casamento. E tudo é motivo de celebração, seja o último dia no trabalho antigo, a publicação da nomeação, o primeiro dia no trabalho novo, o crachá novo ou o curso de ambientação. Sem falar da alegria de conhecer pessoas legais com quem tenho muitos interesses em comum. 

Sabe aquelas fases da vida em que tudo se encaixa e faz sentido? Então, estou assim.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

O suspense da despedida (atualizado)

Então é assim: eu não sou muito sociável no trabalho. Almoço sozinha numa boa. Não faço questão de puxar papo com os colegas. E não é sempre (ok, quase nunca) que vou às saídas coletivas. 

E aí estou marcando um encontro em um barzinho para a turma do serviço se despedir de mim. Isso porque duas colegas sugeriram, e achei uma boa ideia na hora. Mas, agora, estou é achando que ninguém (ou quase ninguém) vai aparecer. 

O que é... justo, né? Eu sou educadinha, mas estou longe de ser a Miss Simpatia. Fico na minha. Recuso convites. E, confesso, deixei de ir à despedida de uma das estagiárias na semana passada (mas nem a estagiária foi, então acho que é perdoável). 

Logo, teremos suspense na despedida. Será que vai ter quórum? Será que não? 

De qualquer forma, é uma boa lição para o meu umbiguismo. 

Depois conto como foi.

* * *

Atualização em 1/6:

Foi ótimo! Apareceu mais gente do que eu esperava. Marquei às 18 e, até umas 19, ninguém tinha dado as caras. Eu já estava me consolando com uma margarita ótima quando o pessoal começou a chegar. E chegar. E chegar. Até a estagiária que faltou à própria despedida foi!

Saímos de lá meia-noite.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Talk the talk, walk the walk

Daqui a pouco mudo de emprego. Vou poder morar no exterior depois de um tempo e terei colegas que pensam mais parecido comigo. Estou animadíssima. 

Só tem um porém: o salário é menor. Bem menor. Metade. 

Não é exatamente um problema. Depois que adotei o minimalismo e a vida simples, passei a precisar de muito menos para viver. E, consequentemente, a ter muito mais liberdade. Posso reduzir minha renda ao meio se for para ter um trabalho interessante e promissor (e sim, fora do Brasil o salário é maior). 

Mas não vou mentir: preferia que a grana não diminuísse. Acho dinheiro importante, sim. Por outro lado, não faz sentido ser frugal se não for para aproveitar as oportunidades. Esse último ano que passei esperando a nomeação serviu só para aumentar as economias. Se eu pudesse trocar - devolver o dinheiro e começar o trabalho novo em junho de 2016 -, eu trocaria sem pensar duas vezes. 

Então é isso: minimalismo não serve só para escrever blog. Serve para agarrar experiências também. 

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Não tava combinado, Rosana

Diz a lenda que, na cerimônia de casamento de dois amigos nossos, o padre disse: 

"Agora, o noivo vai fazer uma declaração de amor para amor para a noiva..."

O noivo ficou roxo de vergonha. 

"... ao pé do ouvido dela."

O noivo chegou pertinho da orelha da noiva e rosnou: 

"Isso não tava combinado, Rosana!" 

Desde então, eu e o Leo usamos essa expressão quando as coisas não correm do jeito que a gente planejou. 

Pois bem, nos últimos tempos as coisas não têm corrido do jeito que a gente planejou. Explico: lá em 2011, quando decidimos sair viajando, a ideia era basicamente chacoalhar a vida e fazer tudo diferente. Voltamos ao Brasil, em 2015, no mesmo esquema. Viemos para Brasília viver de maneira mais simples e buscar outros jeitos de continuar viajando. Naquele ano mesmo saiu o edital para o concurso de Oficial de Chancelaria. Estudei, passei, e...

... estou esperando até hoje. Se eu for nomeada depois de 30 de junho, só poderei ser removida para o exterior no final de 2019. Ou seja, o que seria um rápido intervalo vira quase 5 anos. 

Isso não tava combinado, Rosana! 

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Apta

Fui entregar exames e documentos no Itamaraty na terça-feira. A pressão até aumentou um tantinho com a alegria e tensão do momento. Esperei um bocado, mas passei sorridente por entrevistas médica e psicológica longas e minuciosas. Fui considerada apta para a posse e saí de lá feliz e aliviada, porque sempre dá um medinho de descobrirem alguma coisa errada com a gente.

Até que tem (oi, colesterol altinho), mas nada que me impeça de trabalhar.