terça-feira, 23 de agosto de 2016

Murphy engraçadão

Queria viajar em abril ou maio para comemorar meu aniversário. Por causa do concurso, fiquei em Brasília, imaginando que podia ser chamada a qualquer momento. Fui chamada? Não.

Pensei em fazer um curso de línguas no exterior em junho, julho ou agosto. Por causa do concurso, fiquei em Brasília, imaginando que podia ser chamada a qualquer momento. Fui chamada? Não.

Tirei o edredom grosso da cama e me preparei para a chegada do verão. Ele chegou? Não. A temperatura deve ter caído uns 15 graus do dia daquele post para hoje.

Esse Murphy é mesmo um gozador. 


sábado, 20 de agosto de 2016

Que venha o verão!

É, eu sei que estamos em agosto ainda. Mas em Brasília as coisas são diferentes: assim como Coronel Fabriciano (será que é sina?), a cidade tem só duas estações: inverno e inferno. E o inverno dura bem pouquinho (em Brasília mais que em Fabriciano, o que já é vantagem). Ou seja, mesmo que no calendário oficial nem a primavera tenha começado, hoje foi meu primeiro dia de verão de 2016.

O que marcou a data? Fácil: tomei banho no meio do dia e fui obrigada a desligar o chuveiro elétrico, de tão quente que a tarde e a água estavam. Aproveitamos e tiramos o edredom gordo da cama (já tinha umas noites em que a gente mais o chutava do que ficava debaixo dele). Também abrimos todas as janelas do apê (fazia um tempo que isso não era necessário) e checamos todas as telinhas (eu já disse que a gente mora cercado de árvore, né?).

Decidi que, este ano, não vou sofrer tanto quanto em 2015. Chegamos a Bsb em 2 de setembro e senti muitíssimo calor durante vários meses. Alugar apartamento, montar casa e nos instalarmos na cidade sem carro não foi fácil. Além disso, eu tinha um horário bizarro no trabalho, o que fazia que volta e meia eu almoçasse perto de casa, sob o sol impiedoso, e pegasse o ônibus para a Esplanada quase meio-dia, de roupa social e sapatos fechados. 

Dessa vez, vou fazer de tudo para escapar desse horário e ficar no trabalho (que tem ar-condicionado!) durante as horas mais quentes do dia. Também não vou pensar duas vezes antes de ligar o circulador de ar em casa. Além disso, vou trocar o chazinho quente que eu tomo o dia todo (já que não gosto de café) por água, suco ou chá gelados. Outra coisa é substituir as calças de caminhada por shorts. E usar a banheira do apartamento como uma piscininha.

Mas o plano maior para sofrer menos é instalar ar-condicionado no quarto. Em muitos lugares, à noite a temperatura cai. Em Bsb, nem sempre. O calor é tanto que fica até difícil dormir. 

Quando resolvemos viver de maneira mais simples, também combinamos que não íamos deixar a (minha) pão-durice nos privar de alguns confortos. Um aparelho de ar-condicionado não é barato, mas também não vai quebrar o banco. O mais chato e complicado vai ser a instalação mas, considerando que o frio só volta em junho do ano que vem, acho que vai valer a pena.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A pergunta de um milhão de reais

Um colega de trabalho do Leo perguntou para os outros o que eles fariam se ganhassem um milhão de reais. A resposta quase unânime foi: "Um milhão? É muito pouco! Não dá para fazer nada! É só comprar um apartamento maior e um carro bom que o dinheiro acaba!". 

Na vez do Leo, ele respondeu: "não tenho vontade de comprar apartamento nem carro. Com um milhão, o que eu faria é não aparecer mais aqui no trabalho."

Parece uma boa parte das pessoas acha que um prêmio ou uma herança inesperada vão trazer felicidade se forem usadas para adquirir mais bens. "Mudar de vida" é morar em um lugar mais chique e dirigir um veículo mais caro. Na prática, a rotina da pessoa não muda. Depois que as exclamações de admiração dos amigos e da família terminarem, restará pagar um IPVA e um IPTU mais pesados.

Segundo um amigo nosso economista, esse um milhão bem investido proporcionaria um retorno real (isto é, descontada a inflação) de 0,5%. Ou seja, 5 mil reais livrinhos todo mês para serem usados como a pessoa quiser.  Ou acumulados para um projeto mais ambicioso.

Acho que, mais que comprar bens, investir em experiências, em saúde, em educação e em relacionamentos é que proporcionaria a verdadeira mudança de vida. Eu e o Leo sugeriríamos um sabático (que, aliás, custou muito menos que um milhão). Há quem queira abrir um negócio próprio. Há quem prefira parar de trabalhar para se dedicar a atividades não lucrativas. Moral da história: consumir não é a única resposta.

PS: estamos falando de gente de classe média pra cima. Quem passa dificuldade para pagar o aluguel provavelmente vai ficar muito feliz adquirindo a casa própria. Mas essa pessoa não entra na nossa amostragem: ela jamais diria que um milhão "é muito pouco".

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

O emburramento

Andei meio emburrada, que é o termo que dou para quando estou desanimada, insatisfeita e achando tudo besta. Para completar, fico me sentindo uma mal-agradecida, já que minha vida está joia e não tenho do que reclamar. 

Aí me dei conta que o problema não é o presente, que tá tranquilo, tá favorável. O problema é o passado e o futuro. O passado foi um período sabático fantástico; o futuro promete altas aventuras. Comparativamente, o presente ficou sem graça e cinzento, coitado. Um vale entre dois picos. 

Eu seeeei que a turma do "aproveite o momento presente" vai dizer que eu sou uma bobona e que é exatamente isso o que devo fazer: aproveitar o momento presente. E eu estou tentando, gente, mas tá difícil.

Estou partindo para a solução fácil mesmo: sorvete e Netflix. Dizem que lá na Coreia do Norte a internet não é boa mesmo. 

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Caminhar é preciso

Minha rotina mudou. Perdi a companhia. Passamos mais de uma semana em BH. No fim das contas, passei mais de um mês sem caminhar diariamente. 

Aí fiquei melancólica e desanimada. Achei até que estava ficando deprimida. Mas só percebi isso tudo na segunda-feira, quando decidi fazer uma caminhada pela manhã, sozinha mesmo, e passei o resto do dia muito mais feliz. 

Os médicos dizem mesmo que, se houvesse um remédio com os resultados do exercício físico, eles prescreveriam para todo mundo. Como não tem, o jeito é botar um tênis e ir passear. 

Eu, particularmente, detesto academia (menos a Real das Ciências da Suécia, que dá o prêmio Nobel). Então, faço meu exercício por conta própria. Em Belo Horizonte, onde não havia lugar para caminhar perto de casa, eu tinha uma bicicletinha ergométrica, que eu usava religiosamente. Aqui em Brasília, moro em uma superquadra, o que significa muita árvore, muito verde e muitas calçadas largas. Além de ser plana, a região é bonita. 

Confesso que às vezes fico com preguiça de trocar de roupa, passar protetor solar e sair. Mas, depois que ponho o pé na rua, sempre acho bom. 

Sei que o recomendado é não só exercício aeróbico, mas com pesos também. Pois bem: faço o meu carregando as compras de supermercado até em casa (são 700 metros!), e subindo três andares com elas. Talvez um dia eu tenha de me render à academia (aguardo ansiosamente o meu Nobel), mas por enquanto estou me virando bem sozinha, obrigada.