sábado, 15 de abril de 2017

Notícias do front

Animadíssima porque saiu a autorização do Ministério do Planejamento para nos nomearem. Agora só falta o Itamaraty chamar. Estou aguardando ansiosamente.

Detalhe que hoje completa um ano do último dia do curso de formação. Juntamos uma turma para comemorar o evento antes de ontem e por sorte saiu a notícia que o ministro tinha assinado a autorização. Yay!

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Está faltando água em Brasília: a cada 6 dias, ficamos um dia sem. Mas as obras para reativar o reservatório do prédio já começaram, e talvez passemos só mais uma semana com água estocada na banheira.

E depois as pessoas dizem: "nossa, mas você pode acabar trabalhando em cidades precárias, não?". Já trabalho: tá faltando água em Brasília, gente!

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Mandamos lavar o sofá e trocamos os estofados das cadeiras, que descascaram com o calor e a secura da cidade. Botei tecido dessa vez, para não correr o mesmo risco. O vendedor jura que vai durar pelo menos cinco anos.

Pelo menos dessa vez fiquei satisfeita com os serviços. Nem precisei ligar de novo para reclamar e exigir providências. 

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Faltam 15 dias para acabar o inferno astral. Se eu for nomeada nesse prazo, perdoo os machucados/cortes/desmaios do período. 

sábado, 8 de abril de 2017

Inferno astral

Esta semana arrumei um gripão que durou um monte de dias. Aí prendi o dedo na porta. Ontem me cortei raspando as pernas e hoje, para completar, tive uma queda de pressão e desmaiei (e ainda ralei o joelho na calçada, claro).

E eu nem bebo, gente. 

Inferno astral, só pode ser. Espero sobreviver até o fim do mês. 

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Passei mal em um evento cultural (e culinário) em uma escola de alemão, por causa do sol de meio-dia calando e o calor abafado debaixo das tendas. Olha a solidariedade humana: juntou uma turma pra me socorrer, inclusive uma enfermeira e um médico. Me levaram para uma sala fresquinha, me deixaram deitar, me deram camisetas dobradas para eu não ficar com a cabeça no chão, me deram água gelada e ficaram me espiando até eu melhorar.

Melhor atendimento.

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Foi só queda de pressão mesmo, e eu melhorei rapidinho. Já estou pronta para enfrentar os próximos desafios do período.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Recordar é viver, ou a Holanda de presente para vocês

O sabático que eu e o marido tiramos para viajar o mundo terminou em 2015, mas ele ainda está muito presente em nossas vidas, tanto na maneira como decidimos viver quanto nas conversas e recordações. 

Não bastassem as lembranças, restaram também as fotos: o Leo tirou quase 70 mil nos mais de dois anos em que estivemos passeando. Ele brinca com elas, edita, seleciona, e nos últimos tempos resolveu transformar a experiência em vários livros (muito lindos, se me permitem dizer). 

Sempre nos perguntam de que lugar gostamos mais, e é muito difícil responder. Eu geralmente digo "França", mas a verdade é que todos os destinos que conhecemos garantiram seus lugarzinhos em nossos corações. Alguns, no entanto, acabaram sendo mais especiais, até porque passamos mais tempo por lá. Um deles é a Holanda, onde ficamos um mês, bem na época das tulipas, da Páscoa e do Dia do Rei, a comemoração especial. Flores! Chocolates! Festa na rua! A gente repetiria com muito gosto. 

Nos divertimos tanto fazendo o livro da Holanda (o Leo monta, eu edito), que resolvemos fazer dele um presente para os leitores. É um arquivo pdf com texto, dicas e fotos muito legais. Para ler, é só clicar na capa (abaixo), e quem quiser pode baixar também. 


Vê se não é de ficar com saudades. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Feliz 2017!

Ano passado, meu ano só terminou em 31 de janeiro, no dia da prova para o cargo Oficial de Chancelaria. Este ano resolvi repetir a dose, porque só esta semana caiu a ficha que nossa vida em 2016 esteve muito besta simplesmente pela razão que, em vez de agir, ficamos eternamente (ok, um monte de meses) esperando. Esperando o resultado do concurso. Esperando a nomeação no concurso. Esperando o trabalho do Leo melhorar. 

Enquanto isso, não renovamos passaporte, não fizemos planos de viagem, não entramos em cursos, não iniciamos novos projetos, não nada. A perspectiva era que a vida ia se resolver logo no mês seguinte e tudo ia mudar, então de que adiantava começar? Só que a vida não se resolveu, a danada. A vida estacionou e mandou beijo. 

Esta semana decidimos que assim não pode ficar. Já ficou assim tempo demais. Andamos vivendo no passado (Ah! As lembranças do sabático!) e no futuro (Ah! Os lugares onde vamos morar!), enquanto o presente nos entediava. Está na hora de fechar o ciclo que passou e iniciar um novo. 

Então meu 2017 começou nesta quarta-feira. Feliz Ano Novo para todes! 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Uma ameaça eficaz

O Leo disse que eu estava muito chatonilda e que ia parar de me mimar por um mês para ver se eu aprendia a dar valor às coisas (mas foi de um jeito bem fofinho, não se preocupem). 

De fato, andei reclamando da vida e me angustiando com o futuro. Mas a perspectiva de ter de preparar meu próprio café da manhã e fazer a maior parte das tarefas domésticas (hoje é o Leo que se encarrega de tudo isso, além do controle financeiro) me livrou da resmunguice rapidinho. 

Hoje sou uma pessoa feliz, que lê muitos livros, vê muitos seriados, dorme um bocado e aproveita fase tranquila no trabalho para não me estressar. Afinal, quando eu for nomeada, vou ter muito a aprender e provavelmente me lembrarei dessa época com saudades. 

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E os estudos? Bem, descobri que o que eu gosto mesmo é de juntar material, ver vídeos de motivação, achar livros da bibliografia nos pontos de ônibus, ler sobre técnicas de estudos, visitar o instagram de pessoas que estudam e perguntar a opinião dos outros. Ou seja, fico a maior tempo na fase preparatória. 

Mas estudo um pouquinho. Semana passada fiquei competindo com um colega de trabalho a respeito de quem sabia mais a respeito de presidentes brasileiros. 

Enfim, é o que eu digo: há hobbies piores.