domingo, 5 de julho de 2020

Aniversário de um ano!

Hoje faz um ano que saímos do Brasil. Os meses passaram rápido, mas quanta coisa aconteceu! 

Despachar a mudança + entregar o apartamento + embarcar para Belo Horizonte no mesmo dia. Dizer tchau para a família e os amigos. Voar para o Canadá para uns dias de férias. Chegar a Manila e começar a trabalhar no dia seguinte. Colegas novos, chefes novos, funções novas. Outra língua, outros costumes. Morar em dois hotéis e um apartamento até nos mudarmos para o lar definitivo. Receber a mudança. Organizar um festival de cinema e um mini-campeonato de futebol. Julgar um concurso de fantasias em uma escola infantil. Viajar para Taipei, Seul e Boracay. Receber um upgrade no quarto porque o original era barulhento. Passar o natal com os colegas que foram virando amigos. Passar o ano-novo com os colegas que viraram amigos. Descobrir uma dentista ótima do lado de casa. Fazer planos de férias e de trabalho e levar nas fuças pandemia, quarentena e cancelamento de voos. Ajudar muitos brasileiros a embarcarem. Fretar um voo para resgatar os que estavam nas ilhas e não tinham como chegar à capital. Despachá-los para o Brasil e dar um suspiro de alívio. Trabalhar em casa. Trabalhar de manhã em casa e à tarde no escritório. Completar três meses de isolamento. Ufa! 

Sei que vou me lembrar deste ano com muito carinho no futuro. As aflições e perrenguinhos serão esquecidos e só vão ficar as descobertas e alegrias. Não foi um período fácil, mas valeu a pena.   

domingo, 21 de junho de 2020

É uma bruta ansiedade

O único porém da minha estadia nas Filipinas é uma ansiedade terrível. Às vezes melhora (nas férias e nos fins de semana, principalmente), às vezes piora, mas está presente em quase 100% do tempo. 

Um dia conto essa história toda de depressão e ansiedade (ela é longa e, na soma final, mais positiva do que negativa), mas o que temos para hoje é o fato de que o trabalho me deixa muito tensa. 

Racionalmente, sei que não há razão para tal. Sou atenta, cuidadosa, comprometida e "de fácil trato". Só recebi elogios de todos os chefes até hoje. Tiro 100 nas avaliações e ainda ganho observações congratulatórias. 

E é aí que mora o perigo. Quero fazer o melhor possível sempre. E, se não consigo, sofro, me angustio e e me agito. Só que esse comportamento não ajuda necessariamente a conseguir os melhores resultados. Além de me atormentar, também é um tiro pé.  

Meu psiquiatra (sim, tenho um psiquiatra em Manila, e ele é ótimo), me disse que a dificuldade de diminuir o perfeccionismo é que a resposta dos outros a ele é muito positiva. Os colegas de trabalho acham ótimo que eu seja tão dedicada. O Leo volta e meia agradece eu ter passado no concurso do Itamaraty. Ou seja, é um mau hábito reforçado a cada instante. 

Pessoas razoáveis dirão: mas você pode ser uma boa funcionária sem sofrer. E podia ter sido sido aprovada em último lugar das vagas, pois não faria diferença prática. Mas para mim é difícil aceitar isso. Na minha cabecinha, só há duas possibilidades: ser a melhor possível ou não me preocupar - o que equivale a chutar o balde total. 

E tem mais: a minha personalidade está toda construída em torno do fato de ser caxias. Não foi tão difícil largar mão das preocupações com a beleza e passar para o mínimo porque, afinal, eu me acho competente. Com o consumismo foi a mesma coisa.

O que quer dizer é que o plano é reconstruir a minha identidade. Como? Não tenho ideia. 

Mas estou certa de que será a melhor reconstrução de identidade de todas. 

domingo, 14 de junho de 2020

De volta ao trabalho presencial (Diários VI)


Desde segunda-feira passada, dia 7 de junho, voltei a trabalhar presencialmente. Quer dizer, meio período - no outro meio período, continuo em home office. 

A ideia é fazer um revezamento e menos gente se encontrar (e eventualmente se contaminar) no escritório. Mas é meio bizarro, para dizer a verdade. Minhas manhãs não rendem tanto e acabo esticando o horário presencial. Devia sair às 5 da tarde, mas ando saindo às 6. Ou 7. 

O prédio e nosso andar estão todos trabalhados nas medidas de segurança. Tapete desinfetante, álcool gel, medição de temperatura. Só 5 pessoas no elevador. Mais tapete desinfetante, mais álcool gel. Máscara o tempo todo. 

As ruas da região ainda estão bem vazias. O transporte público está voltando aos poucos, teoricamente mantendo as regras de distanciamento social. Isso quer dizer que muita gente ainda não consegue chegar aonde precisa. 

Por duas vezes, acompanhei o Leo ao supermercado (agora pode). Tentamos ir em horários que estariam vazios (e acertamos). Fizemos compras rapidinho, não fiquei cutucando os produtos (que é o que eu costumava fazer, pré-pandemia) e voltamos para casa. 

A sensação que tive era de estar voltando de uma longa viagem. O isolamento social em Manila começou em 15 de março, e desde então estive obedientemente em casa, saindo só para umas poucas e necessárias idas ao escritório para consultar documentos. Agora vejo a cidade com olhos de quem retorna. 

Não é que eu tenha sentido muita falta, pois estive bem e tranquila. Mas fiquei feliz por voltar.

* * * 

Estamos em EMGQ (quarentena reforçada modificada geral). Vamos ver se nos próximos dias passamos para a fase seguinte ou voltamos um passo atrás. 

terça-feira, 5 de maio de 2020

Fim de férias + aniversário (Diários V)

Passei duas semanas de férias maravilhosas, sem compromisso nem horário. Li livros ótimos, vi filmes e séries ótimos, tirei muitas sonequinhas, fiquei acordada até a madrugada, entrei em contato com azamiga e tomei uns bons drink. Para completar, aprendi a usar o Twitter e acompanhei o seriado "Brasil - quêquitáconteceno" em tempo praticamente real (e muito desgosto. Essa parte não foi boa).

Na quinta-feira fiz aniversário: 44 anos, uma data bem bonita. Encontrei amigos e família em reuniões virtuais, recebi um monte mensagens e recadinhos, tudo isso agarrada numa garrafa de vinho branco gelado que, apesar de esforços contínuos durante todo o o dia, não consegui terminar. Fiquei feliz da vida por tanta gente ter se lembrado de mim.

Ontem, segunda-feira, voltei ao trabalho. Durante o primeiro mês de home office, a loucura do atendimento e repatriação foi tão grande que eu não tinha hora para terminar o expediente, nem fim de semana. Agora, devidamente repousada, quero organizar direitinho a rotina e os procedimentos, porque trabalho remoto não é bagunça, muito antes pelo contrário.

* * *

A quarentena começou em 12 de março; a quarentena reforçada, 15. Vai fazer quase um mês da última vez que saí de casa. Continuo bem e tranquila. E pensando que é importante que as pessoas sejam diferentes mesmo: cada hora é um tipo que lida melhor com a situação.

E falando em situação: agora que o impacto inicial passou, já começo a querer refletir sobre o futuro. Não só o meu, pelo qual não tenho maiores temores, mas os dos outros, e o que posso fazer para cooperar.

* * *

Confesso que em uma ocasião senti muita vontade de furar o isolamento: no domingo, os vizinhos de prédio organizaram uma pequena comemoração no rooftop para um casal que tinha marcado o casamento no país do noivo e foram impedidos pela quarentena.

Fomos convidados. Fiquei doida para ir. Mas pensei um pouco e percebi que seria bem hipócrita da minha parte sair de casa sem necessidade, ainda que o risco para a saúde fosse (avaliação minha, talvez incorreta) pequeno. Me senti uma Pugliesi (falei, agora acompanho as tretas no Twitter) em potencial e recusei delicadamente.

(É, também acho que os vizinhos não deviam ter se reunido, mas o que deu para fazer foi diminuir o risco de todos com minha ausência.)

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Diários do corona, parte IV

Faz um bom tempo que estou sem paciência para ficção. O último realmente bom que li foi a quadrilogia da Elena Ferrante, A Amiga Genial e seguintes.

Agora estou lendo The Fifth Season (A Quinta Estação) e estou apaixonada. Ficção científica, mundo pós-apocalíptico, universo paralelo. Personagens feminios e escritora mulher, N K Jemisin. Como a J K Rowling, do Harry Potter, iniciais em vez do nome. Provavelmente pela mesma razão: "leitores estão acostumados a (e gostam de) escritores masculinos". Afe.

Dito isso, no período em que trabalhei em casa, o Leo ajudou muito. Fez planilhas, compilou informações, pesquisou rotas. Então fico pensando no número de esposas/amantes/namoradas que deram o sangue para artistas/cientistas/políticos e jamais foram reconhecidas. Sabem aquela história, "atrás de um grande homem há uma grande mulher"?

Para finalizar: se eu fosse homem, provavelmente teria me animado a ter filhos. Afinal, a mulher vai parir, amamentar e cuidar dos mininu. Eu só ia ajudar.

Diários do corona, parte III

Eu não acho que o coronavírus seja um recado da natureza.

Eu não acredito que a pandemia veio ensinar nada para ninguém.

Eu acho que estamos todos lascados, uns muito menos lascados que os outros (e me incluo aí).

Dito isso, o ser humano é um criador de significados e um tecedor de histórias.

Se as pessoas derem sentido um sentido ao Covid-19 que deixe a vida delas mais fácil e que as torne indivíduos melhores, sou totalmente a favor.

Dito isso, estou com o Karnal: a solidariedade deixou de ser altruísmo e passou a ser necessidade de sobrevivência. Que os privilegiados (e me incluo aí) sejam um pouco menos egoístas, ou eles vão ver o resultado.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Diários do corona, parte II

Posso falar? Adoro ficar em casa. Então, para mim, passar a quarentena quietinha no apartamento não é problema, é solução.

Sei que para muita gente ficar em casa não é uma opção; que há quem viva em lugares precários e minúsculos, ou que nem tenha onde morar. Tenho consciência do meu privilégio.

Dito isso, há quem tenha o mesmo privilégio e esteja detestando o isolamento social.

Estamos em um daqueles raros momentos em que os introvertidos se sentem realizados como pessoas (nem consigo pensar em outro, para falar a verdade). O lockdown está sendo nosso carnaval e nossa micareta. Uma curtição!

É bem verdade que somente nos últimos dias estou, de fato, aproveitando o lar. Consegui uns dias férias depois de um mês trabalhando feito doida (e sem ver o tempo passar). Agora é que poderei tirar várias sonequinhas ao dia, acordar e dormir na hora em que bem entender, ler um montão de livros e ver um montão de séries, ligar prazamiga, escrever no blog. E, talvez, começar a sentir falta da rua.

Veremos.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Diários do corona, parte I

As últimas semanas foram complicadas para todo mundo (e todo o mundo). Aqui nas Filipinas, a quarentena começou no dia 12 de março e no dia 16 já virou quarentena reforçada, com praticamente tudo fechado e transportes todos suspensos.

Só uma pessoa da família pode sair de casa, para comprar comida e remédios. Essa pessoa é o Leo, que sabe chegar aos lugares e tem força para carregar sacolas pesadas. Ele vai ao supermercado uma vez por semana. Quanto a mim, estou em casa desde então, trabalhando sem parar, atendendo os turistas brasileiros que ficaram retidos nas ilhas quando os voos domésticos foram cancelados - e muitos internacionais também. 

Não teve feriado, fim de semana ou fim de expediente. Foram muitas aventuras, que incluíram fretar um avião para resgatar os brasileiros em sete regiões diferentes e que decolou sem ter permissão para pousar nos dois últimos (sim, elas foram conseguidas durante o voo) e uma quebra de isolamento para ir ao Aeroporto Internacional de Manila embarcar 34 brasileiros (de máscara e com muito álcool gel). A sorte é que os colegas de trabalho são ótimos e estivemos todos juntos nessa empreitada. Os repatriados chegaram ao Brasil neste domingo de Páscoa, então as coisas no trabalho estão mais calmas. 

Se der tudo certo, na quinta-feira saio de férias. Como a quarentena foi estendida até 30 de abril, não vou poder sair do país, da cidade ou de casa, e vai ser ótimo. Estou precisando é de cansar de descansar. 

Em suma, eu e o Leo estamos muito bem. Temos casa confortável para nos isolar, internet, tevê a cabo, livros, dinheiro para comprar comida. Temos um ao outro. Estamos tomando muito cuidado para não nos contaminarmos, nem contaminarmos ninguém. Tentamos ajudar os entregadores de comida com gorjetas gordas, os funcionários do prédio com produtos de higiene, o Projeto Bantu com doações, os vizinhos com pequenos favores. É uma gota no oceano, mas é melhor do que nada.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Operação Cabeulos

Não pinto o cabelo (tenho uns belos fios brancos e curto) e corto em casa (a irmã I. batizou o método de unicórnio: é só fazer um rabo de cavalo na testa e passar a tesoura nas pontas. Voilà, temos um corte em camadas). Mas para tais práticos e econômicos empreendimentos precisamos de um elemento essencial: cabelos.

O feminismo me libertou de muitas vaidades, o que muito agradeço. Infelizmente não consegui (ainda) desapegar de algumas exigências sociais, como a de ter um certo número de cabelos na cabeça. Diante de uma longa e acentuada queda que não se resolveu por si só (sempre uma opção antes de apelar para a medicina), decidi ir à dermatologista.

Pontos positivos: consulta barata e consultório perto de casa. Pontos negativos: não pediu exame algum, só receitou um kit de xampu e vitaminas por três a seis meses (e que eu podia comprar logo ali na recepção).

Preço do kit de xampu: 52 dólares. Preço de um mês de vitaminas: 54 dólares. Comprovação científica para a eficácia dos produtos: zero.

Vocês podem imaginar minha indignação e a indignação do escorpião que habita meu bolso (ele anda mais tranquilo aqui nas terras filipinas, mas morto não está). Agradeci a atenção, paguei só a consulta e fui para casa resmungando.

Até acho que os tais produtos têm um certo efeito, principalmente cosmético. Aí basta parar de usar para voltar tudo ao que era antes - só que estarei mais pobre, e os fabricantes, mais ricos.

Depois de refletir um pouco sobre o assunto (não muito, porque tenho mais o que fazer), decidi pela minha própria versão do tratamento: ferro quelato 50 mg por três meses, que combate a minha ferritina baixa (preço: 16 dólares) + uma poção chinesa de óleos variados que é adicionada ao xampu  (preço: 2 dólares).

O ferro eu sei que funciona (já me foi receitado por dermatologistas brasileiros umas três vezes nos últimos anos, e resolve até a ferritina baixar de novo). A poção é para dar um charme.

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Luxo e sedução

Aqui em Manila está rolando toda uma opulência. O mais importante na moradia era a proximidade do trabalho, e no fim das contas alugamos um apê grande e chique a 300 metros do escritório. Eu queria um lugarzinho menor, mas 1) só tinha muito menor -  ou maior ainda; e 2) happy spouse, happy house. O Leo gostou desse, e como a manutenção da casa é com ele, batemos o martelo.

O lado bom é que o apartamento é novinho (somos os primeiros moradores) e veio todo mobiliado, com cortinas e lustres e máquina de lavar. O lado ruim é que são muitos metros quadrados para limpar, mas se o Leo não está reclamando, quem sou eu para fazê-lo.

O diabo é que as poucas coisinhas que trouxemos, como escorredor de prato, porta-detergente e lixeira, ficaram feias e pequenas diante de tanto esplendor. Aí toca a ir ao shopping para adquirir novos e bonitos, o que foi bastante frustrante no começo, porque eu não queria gastar muito (ou nada, ponto).

Com o tempo, fui me convencendo que podia abrir um pouco a mão, inclusive porque objetos de melhor qualidade vão durar mais tempo. Mas, mesmo assim, tinha horas que eu batia o pé: todos os acessórios de pia que a gente via eram caríssimos, então enrolei até acharmos lindas latinhas, que cumprem muito bem a função por um décimo do preço. E o Leo ficou encantado com as lojas de decoração e queria objetos para preencher as muitas estantes, mas consegui convencê-lo a fazer isso com porta-retratos e lembrancinhas de viagem que a gente já tinha (sim, eu me livrei de muitos souvenirs, mas alguns ninguém quis comprar na garage sale, e como eram pequetitos guardei).

A última aquisição foi um belo conjunto de panelas (Tramontina!). Valeu a pena, porque o Leo tem cozinhado assiduamente: estrogonofe, macarrão à bolonhesa, porquinho com molho de mostarda e mel. E sanduíches maravilhosos.

Confesso que ainda estou me adaptando à nova realidade. Acho que tenho uma tendência católica a achar bonito me privar das coisas (e uma tendência particular a adorar juntar dinheiro). Mas o Leo tem me convencido que gastar (moderadamente, é claro) em conforto é um bom uso de recursos.

Em conforto e em comida, claro.

sábado, 25 de janeiro de 2020

Ascensão e queda

Estava eu indo para o trabalho em uma bela manhã de quinta-feira, conversando alegremente com o Leo e um colega que mora no mesmo prédio, quando tropecei em uma entrada de garagem e me esborrachei no chão.

Primeiro bati o joelho, depois a mão, e por fim a maçã do rosto na calçada. Eu nunca machuquei o rosto antes, então não tinha ideia do tanto que doía.  Querem saber? Dói demais.

O Leo me catou e perguntou se eu queria ir pro hospital. Preferi ir pra casa, que era muito mais perto. Mas andar os 200 metros não foi fácil. Foi só levantar que minha pressão, em solidariedade, caiu também. Sentei em um murinho de prédio, respirei fundo e prossegui. Aí a pressão desabou e tive que deitar no chão para não desmaiar.

Mais de um guardinha do bairro se aproximou para ver o que estava acontecendo. Dois ofereceram carona em suas motinhas para me levar para casa. Foi minha grande chance de andar de motinha mas, considerando quão grogue eu estava, tive que agradecer e recusar.

Depois de um tempinho deitada, melhorei e consegui chegar ao apartamento. Apuração dos danos: joelho esfolado (o jeans protegeu), mão ralada e o rosto intacto.

Intacto e doendo. Botei gelo e fui trabalhar. O chefe até se surpreendeu com a ausência de ferimentos, porque o colega chegou explicando que eu tinha me estatelado.

Dali a pouco o rosto começou a inchar e a ficar arroxeado. No fim do dia, eu tinha uma meia-lua lilás na bochecha direita. E um belo hematoma no queixo, que eu também bati na calçada e não percebi.

Hoje é sábado.. e o olho direito está ficando roxo.

Mas que ninguém se preocupe: está tudo bem. Onde eu bati está doendo, mas não tive dor de cabeça, tontura, nada. A queda de pressão foi por causa do susto mesmo.

Pela primeira vez na vida tenho um olho roxo.

Já posso contar que briguei na rua. Vocês precisam ver como o outro ficou.