Aprendi a andar de bicicleta tarde, lá pelos 12, 13 anos - em uma Caloi Ceci que minha irmã mais velha ganhou quando completou 7. (Por que ela aprendeu aos 7 e eu, que tinha 6 na época, gastei quase o dobro disso pra começar? Mistério. Jamais saberemos).
Ou seja, aprendi em uma bike pequena e não cresci muito a partir de então. E pedalei pouquíssimas vezes nessa vida (dá pra contar nos dedos de uma mão. Sério). Quando surge uma oportunidade, é sempre em uma bicicleta imensa e pesada, o que não ajuda em nada, e eu desisto logo (ou antes mesmo de começar).
Minha tese é que eu preciso de uma bicicleta do meu tamanho para recomeçar. E minha tese se provou correta: semana passada, ao caminhar no Eixão, encontrei uma bicicleta pequena para alugar - e aluguei. Aí rolou! Pedalei loucamente de lá pra cá. Bufei, me cansei, fiquei vermelhíssima, mas me senti realizada. É verdade: andar de bicicleta a gente nunca esquece. Memória muscular é um negócio incrível.
Contei pros amigos minhas aventuras, e um deles ofereceu uma bicicletinha dobrável emprestada. Aceitei na hora. Hoje, eu e o Leo fomos caminhando até a casa dele e voltamos pra nossa pedalando (aqui em Brasília tem aquelas bicicletas grátis da rua, e o Leo gosta bastante delas).
Foi ótimo. No plano piloto tem ciclovia, e ela é muito bacana: razoavelmente plana, margeada por árvores (várias floridas!) e bem-sinalizada. Para completar, é sábado e ela estava vazia.
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A prova do crime |
Obs: não quer dizer que eu ande de bicicleta bem - muito antes pelo contrário. Mas o Leo garante que é só praticar.