Na correria desde o meio de maio, quando voltei para a Suíça do Brasil. A gente já tinha adiantado muitas providências da mudança para a China, mas tem muita atividade que só dá para fazer à medida que a data final vem chegando: finalizar contratos, fechar a conta do banco, terminar projetos no trabalho, doar o que não vai nem fica para o amigo que nos substituiu, limpar o apartamento, embalar a mudança e se despedir de Zurique.
Completamos 4 anos, 5 meses e 19 dias na maior cidade pequena do mundo. Gostei? Gostei. Já deu? Já deu. O Leo vai sentir mais falta, porque ele é completamente apaixonado pela tranquilidade, a beleza, a organização e o transporte férreo do país. Já eu acho que fiz o que fui fazer (morar na Europa, viajar muito, tomar vinho, aprender toda uma área nova no serviço) e estou pronta para partir para um lugar mais quente e mais animado.
Tenho uns dias entre a saída de um posto e a chegada a outro. Em 2019, para ir do Brasil para as Filipinas, tive a brilhante a ideia de passar esses dias no Canadá. O passeio foi bom, mas a diferença de fuso horário entre os dois países é de 13 horas (!). Cheguei a Manila tarde da noite para trabalhar no dia seguinte. O jet lag (mais a mudança de país e de vida) me pegou demais: fiquei dias quase sem dormir e sem comer, tive uma bruta crise de ansiedade e fui parar no médico (enquanto fingia no trabalho que estava tudo bem). Não recomendo.
Dessa vez, o Leo sugeriu que a gente passasse o intervalo em um destino próximo a Guangzhou e fosse se acostumando com o fuso, o calor e a comida, sem objetivo de conhecer nada, só relaxando e descansando. Batemos o martelo em Kuala Lumpur, na Malásia, o primeiro lugar que conhecemos no sudeste asiático, lá em 2013.
Está sendo bom demais: o Leo encontrou um apartamento bacana, com acesso a piscina, perto das Petronas Towers, um dos cartões-postais da cidade. Minhas únicas obrigações são comer quando estou com fome e dormir quando estou com sono, além de acompanhar a Copa do Mundo pelas mídias sociais, o que tem sido divertidíssimo. Na rua é muito quente e muito úmido, mas quase todos os ambientes têm ar-condicionado e estamos concentrando nossos passeios no começo na manhã e a partir da noite. Já fomos ao cinema duas vezes (ver As ovelhas detetives e O dia da revelação) e a vários restaurantes, que são muito baratos se comparados à Suíça e onde nem piscam o olho se peço para embalarem o que não dei conta de consumir.
Estou animadíssima para começar vida nova da China, mas não me importaria se esse período de descanso durasse um pouco mais.
Tipo um mês.
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| Eu e as torres gêmeas de 450 m. |









