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domingo, 18 de junho de 2023

Vem também!

Olha só que boa notícia: na sexta-feira saiu a autorização para um novo concurso para Oficial de Chancelaria! São 50 vagas, mais 50 para cadastro de reserva. 

Se eu recomendo? Sim! É uma vida de altas emoções. Tem suas frustrações e perrengues, claro, mas o saldo final é muito positivo. 

Claro que não é pra todo mundo. Quem não gosta de mudança e/ou é muito apegado ao Brasil pode sofrer mais do que se divertir. Ninguém é obrigado a ir para o exterior, mas a carreira aqui fora é muito mais legal. 

Só digo uma coisa: o edital do último concurso (o que eu fiz) saiu em 2015, ou seja, há 8 anos*. Então, se a ideia te atrai, não fique pensando em se programar para o próximo, não. Ele pode demorar demais para acontecer. 

* Parece menos porque a prova foi em 2016 e a posse, só em 2017.

 Segue a portaria: 

PORTARIA MGI Nº 2.454, DE 16 DE JUNHO DE 2023

A MINISTRA DE ESTADO DA GESTÃO E DA INOVAÇÃO EM SERVIÇOS

PÚBLICOS, no uso de suas atribuições, tendo em vista o disposto no Decreto nº 9.739,

de 28 de março de 2019, e de acordo com o que consta no Processo nº

12100.101977/2022-18, resolve:

Art. 1º Autorizar a realização de concurso público para o provimento de

cargos no quadro de pessoal do Ministério das Relações Exteriores (MRE) para:

I - o provimento de 50 (cinquenta) cargos de Oficial de Chancelaria; e

II - a formação de cadastro de reserva para provimento futuro de até 50

(cinquenta) cargos de Oficial de Chancelaria.

Art. 2º O provimento dos cargos a que se refere o art. 1º dependerá de

autorização do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, e está

condicionado:

I - à homologação do resultado final do concurso; e

II - à declaração do ordenador de despesa responsável, quando do

provimento dos cargos, sobre a adequação orçamentária e financeira da nova despesa

à Lei Orçamentária Anual e sua compatibilidade com a Lei de Diretrizes Orçamentárias,

demonstrando a origem dos recursos a serem utilizados.

Art. 3º A responsabilidade pela realização do concurso público será do

órgão ou da entidade de que trata o art. 1º desta Portaria, a quem caberá:

I - editar as respectivas normas, mediante a publicação de editais, portarias

ou outros atos administrativos necessários à realização do concurso público, de acordo

com as disposições do Decreto nº 9.739, de 28 de março de 2019;

II - observar as leis e os regulamentos que tratem sobre políticas de reserva

de vagas em concursos públicos e assegurar que as ações e procedimentos previstos

no concurso público estejam alinhados ao alcance da efetividade de tais políticas; e

III - zelar pela conformidade legal dos procedimentos relacionados ao

planejamento e à execução do concurso público.

Art. 4º O prazo para a publicação do edital de abertura do concurso público

será de até seis meses, contado a partir da publicação desta Portaria.

Parágrafo único. A não publicação do edital de abertura do concurso público

no prazo estabelecido no caput implicará:

I - a perda dos efeitos desta Portaria; e

II - o cancelamento do atesto de disponibilidade orçamentária para a

realização do concurso público.

Art. 5º O prazo de antecedência mínima entre a publicação do edital de que

trata o caput e a realização da primeira prova do certame será de dois meses.

Art. 6º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

ESTHER DWECK

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Apta

Fui entregar exames e documentos no Itamaraty na terça-feira. A pressão até aumentou um tantinho com a alegria e tensão do momento. Esperei um bocado, mas passei sorridente por entrevistas médica e psicológica longas e minuciosas. Fui considerada apta para a posse e saí de lá feliz e aliviada, porque sempre dá um medinho de descobrirem alguma coisa errada com a gente.

Até que tem (oi, colesterol altinho), mas nada que me impeça de trabalhar. 

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Anticlímax

O primeiro semestre foi cheio de emoções. Teve prova, recursos, subida de posições, concurso de formação. O resultado final saiu no DOU em maio. Consegui uma licença-capacitação no trabalho no começo de junho e saí de lá achando que ela ia durar pouco, porque o MRE ia chamar para a posse dali uns dias.

Aí, silêncio. Sem sinal de vida do Itamaraty - nem mesmo a lista de exames médicos. Geralmente os aprovados não são nomeados imediatamente, é verdade, mas os professores do curso de formação juraram que eles estavam precisando muitíssimo de gente. E já passaram quase três meses.

Não estou preocupada, porque sei que uma hora vão chamar. Estou só achando que a licença vai acabar, vou ter de voltar ao trabalho e, como me despedi dos colegas em triunfo, isso vai ser muito anticlimático.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Segundo semestre: a decisão da pessoa

Pessoa infernizou amigos e família por meses sobre o concurso de oficial de chancelaria. Pessoa estudou sofrendo, chorando e rangendo os dentes. Pessoa passou no concurso. E agora, o que a pessoa faz? Arruma outra coisa pra estudar, claro.

Mas a culpa não é da pessoa, pessoas. A culpa é do tempo livre que a vida simples proporciona e da demora para nomearem a pessoa. Se a pessoa estivesse trabalhando de 9 às 19 no Itamaraty, estaria ocupada e feliz. Como não está...

Como não está, pessoa decide estudar as matérias do concurso de diplomacia. Vejam bem: pessoa não vai estudar para passar no concurso de diplomacia. Pessoa quer é ler livros, fazer aulas e participar de grupos de discussão na internet sobre temas palpitantes.

Pessoa não está sendo falsamente modesta. Modesta a pessoa nunca foi. Mas a pessoa sabe que o concurso é muito difícil, que são poucas vagas, que todo anos tem 500 candidatos realmente preparados para 30 vagas. Também sabe que as pessoas costumam levar 3, 4 anos para serem aprovadas (quando são) e que seu fôlego para estudos tem se mostrado, até agora, curto.

Ou seja, a chance de pessoa se distrair no meio do processo e ir fazer outra coisa é muito grande. Então, pessoa não quer se comprometer com a meta da aprovação. Não quer nem se comprometer em ir fazer a prova! Quer é estudar história, geografia, economia e política internacional, tudo muito útil para quem vai fazer parte do Serviço Exterior Brasileiro.

E muito mais divertido que contabilidade pública, vamos combinar. 

terça-feira, 7 de junho de 2016

Pego mas não me apego

Estou indo trabalhar achando que são meus últimos dias no setor, no prédio e na instituição. Caminho lentamente pelos corredores, tentando sentir a melancolia do adeus. E quer saber? Tô nem aí.

Tem gente que geme, chora e se descabela quando termina um curso, troca de emprego ou faz uma mudança. Fiquei pensando no meu passado e percebi que passei por três escolas, duas faculdades, três cidades e vários grupos de colegas (de estudo, de trabalho) sem derramar uma lágrima, soltar um suspiro ou lançar um olhar pra trás.

Os (poucos e bons) amigos que fiz continuaram em minha vida mesmo depois que a convivência obrigatória terminou. As outras pessoas? Ficarei feliz em reencontrá-las (ok, nem todas), mas se não acontecer, não vou me incomodar nem um pouquinho.

Os fatos indicam um coração perigosamente peludo, mas acho que é uma boa característica para quem gosta de ficar se mudando por aí. Talvez seja até uma das razões pelas quais eu gosto de me mudar por aí! Afinal, se toda vez que eu deixasse pra trás pessoas e lugares familiares eu sofresse horrivelmente, provavelmente estaria morando em Minas Gerais até hoje.

Na casa dos meus pais.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Saiu o resultado do concurso!

E eu passei!

Estou muito feliz, e o Leo também.

Isso quer dizer que as horas de estudo, os momentos de ansiedade brava, a ameaça de início de gastrite e a viagem de aniversário cancelada valeram a pena.

Isso quer dizer que fiz 40 anos e minha vida mudou, do jeito que eu queria e imaginava (eu estava torcendo para o resultado sair antes de 30 de abril, mas um pouquinho depois também está valendo).

Estou sentindo alegria e alívio e gratidão.

Mais detalhes? Aqui.

sábado, 16 de abril de 2016

Contentona

Após um curso de formação bacana e puxado, acabo de fazer a prova final do concurso de Oficial de Chancelaria.

Estou contente. Contentíssima. Alegre porque estou achando que vai dar pra ficar entre as vagas (o resultado sai semana que vem); feliz da vida mesmo porque, independentemente do resultado, foi um projeto que levei até o fim.

Várias vezes nessa vida, comecei e não terminei. Sou daquelas pessoas que têm muita iniciativa e pouca acabativa. Dessa vez, eu quis fazer diferente. Decidi focar pra valer. Pra isso, conscientemente, deixei várias coisas de lado. Faz cinco meses que estou, basicamente, por conta.

O processo teve seus altos e baixos: momentos de alegria e de desânimo, choro e ranger de dentes, um bocado de horas de estudo, frio na barriga constante, um tanto de mimimi. Mas cheguei do outro lado, e é isso que importa.

Quer dizer, passar importa também. Mas que eu estou toda-toda de ter chegado até aqui, isso estou.

* * *

Atualização em 10 de maio: já passou quase um mês... e o resultado ainda não saiu. Por isso ainda não tem post comemorativo ou fúnebre no blog.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Só acaba quando termina (ou notícias do concurso)

Finalmente saiu o resultado definitivo da primeira etapa do concurso de Oficial de Chancelaria. Teve choro e ranger de dentes, mandado de segurança, prazos de recursos reabertos, posições alteradas. Em suma: muita emoção. 

A notícia boa é que eu fui aprovada nessa fase (ueba!). A notícia não tão boa é que a fase seguinte é um curso de formação seguido de prova que, tecnicamente, vale pontos suficientes para avacalhar toda a classificação e me tirar de dentro do número de vagas. 

Isso não quer dizer que a gente não tenha ficado feliz, comemorado e contado pros amigos a cada resultado parcial. Isso não quer dizer que eu não esteja confiante (estou, só não demais). Isso só quer dizer que, como boa mineira desconfiada, prefiro não contar com a vitória antes do apito final. 

Só acaba quando termina. 

* * * 

Por outro lado, é impossível não começar a fazer planos. O Leo ficou nas discursivas, mas a gente já tinha combinado que, se um passasse, o outro acompanharia quando fosse a hora de ir pra fora do país. Então estamos pesquisando Namíbia, Timor-Leste e Malásia e nos divertindo horrores. Se der uma zebra, tivemos horas e horas de alegria!

* * * 

Sim, a vida fica meio suspensa enquanto se faz recursos, aguarda resultados e estuda legislação consular para a última fase. Viagens, projetos, cursos, comemorações de aniversário - está tudo na geladeira, e vão continuar lá até uma possível posse.  Às vezes me sinto meio à toa, mas no passado misturei viagens e concursos e deu tudo errado. Dessa vez, é foco total.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Euforia pós-concurso

Minha cabecinha anda cheia de ideias e planos. Concursos têm esse efeito sobre mim: depois que eu faço um, lembro como é legal e quero estudar para outro. Da última vez que isso aconteceu, lá em idos de dois mil e poucos, a euforia pós-concurso acabou me levando a fazer uma especialização em direito (!) do trabalho (!!). Sendo que eu não gosto nem de direito nem de trabalho, né.

Aí minha irmã mais velha me deu o conselho ótimo a respeito dos estudos: "Esse negócio de começar a estudar só depois que sai o edital não leva a lugar nenhum. Pega firme ou larga mão."  O que fiz? Larguei mão. Até aparecer outro concurso que de fato me interessou: Oficial de Chancelaria. E o que eu fiz? Comecei a estudar depois que saiu o edital.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Dois meses e meio de estudos pra concurso: o que aprendi com a experiência

Resmunguei adoidado aqui no blog a respeito dos estudos (como era difícil, como era sofrido, como eu não tinha tempo), mas confesso que no final já estava gostando. Aprender é muito legal, e com um pouco (ok, um muito) de persistência a gente convence o corpo de que estudar três horas seguidas (com pequenas pausas, claro) não é tão impossível assim.

Foram dois meses e meio de luta e, ao fim deles, eu fazia exercícios e ficava surpreendida ao verificar o quanto eu havia aprendido sobre assuntos que antes eram grego para mim (estou falando de você, Administração Financeira e Orçamentária).

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Uma longa e tenebrosa espera

Eu estava achando que depois de fazer a prova eu ia ficar tranquila, né? Que boba!

Minha intenção original, de fato, era esquecer do concurso até o resultado e ir cuidar da vida nesse intervalo. Só que, aparentemente, não é a melhor estratégia. Segundo artigos (em sites de cursos preparatórios, claro), a coisa só acaba quando termina. Isto é, a gente tem de ir acompanhando o processo, recorrendo de questões sempre que possível - para os concorrentes não passarem na nossa frente -, vigiando a banca para ela não fazer bobagem...

Isto é, a prova passou e eu não estou tranquila. Primeiro me afligi esperando o gabarito provisório; agora vou me afligir esperando o definitivo (que vai demorar um mês).

domingo, 31 de janeiro de 2016

Dever cumprido

Hoje eu e Leo fizemos o concurso para Oficial de Chancelaria. Foi uma maratona: quatro horas de manhã e quatro horas de tarde, um monte de questões objetivas e outro tanto de discursivas em português e inglês.

Fizemos o melhor que pudemos. Saímos cedo de casa, chegamos adiantados, levamos água e vários lanchinhos, usamos roupas confortáveis. Demos o sangue na prova.

E eu sofri.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Acaba, 2015!

Já perdi a paciência. Só quero que o domingo chegue, que eu faça a prova o melhor que eu conseguir e fique livre desse concurso, da obrigação de estudar todo dia e da necessidade de deixar tudo para fevereiro.

Doidinha pro meu 2016 começar.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Reta final

Estou me sentindo melhor do resfriado e conseguindo cumprir direitinho o cronograma de estudos desde sexta-feira. Se tudo der certo, vou estudar quase tantas horas nos últimos dez dias quanto estudei em todo o período anterior.

Ainda não decidi se isso é uma boa ou uma má notícia.

* * *

Já estudei para um monte de concursos nesta vida. Uma vez, um tempo depois que eu tinha sido aprovada para o cargo que ocupo hoje - mas continuava estudando meia-bocamente para uns outros -, minha irmã mais velha me deu uma excelente sugestão: "pega firme ou então larga mão".

Larguei mão, alegremente.

Mas é um troço meio viciante. A questão é que sempre tem uma vaga que parece melhor que a sua. E não necessariamente por causa de um salário maior. A atração pode ser a atividade, o ambiente, a possibilidade de morar em outras cidades.

Ou outros países.

* * *

No fim das contas, se estamos falando de maus hábitos, estudar pra concursos aleatórios não é dos piores. Não é o mais barato dos passatempos, mas pelo menos não incomoda os vizinhos.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Free at last!

... e gripadésima, espirrando loucamente, toda congestionada, com a cabeça doendo e sem conseguir nem descansar direito, porque é botar a cabeça na horizontal para os olhos encherem d'água e o nariz idem.

Uma colega de pós diria que Jesus não quer essa aprovação na minha vida.

Ainda bem que eu não sou religiosa.

Mas acho que tô precisando benzer, viu.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Ludmimimila

Ando num mimimi danado a respeito dos estudos, da prova, do trabalho, das férias que não me deram, da chefia a que me obrigaram - enfim, numa reclamação sem fim sobre como o mundo devia ser e do absurdo que é o fato de o mundo não ser como eu acho que devia ser.

Aí li este livro aqui. A ficha caiu.

Deixa eu usar o tempo que eu reclamo de como não tenho tempo para estudar para, efetivamente, estudar.


sábado, 9 de janeiro de 2016

A verdade dos fatos

Estou detestando estudar. Já arrastei os pés antes, em outros períodos de estudos, mas tinha concluído que isso acontecia porque eu não queria realmente aquele cargo. Hoje eu não tenho essa desculpa.

* * *

Os dias que consigo estudar três horas líquidas são dias de grande vitória. E raros.

* * *

Li em algum lugar que, após 150 horas de estudo, a coisa engrena e o sofrimento vira alegria, ou pelo menos rotina. Estou mais ou menos na hora 50.

* * *

Meu método favorito de procrastinar é ler livros que ensinam a não procrastinar.

* * *

O bicho está pegando no trabalho e, claro, no futuro esta vai ser minha versão dos fatos: "foi impossível estudar naquela época!".

Mas que eu tenho direito a muitos dias de férias e a uma licença-capacitação, que eu implorei para tirar e não me deram, isso é verdade.

* * *

Aposto dinheiro alto que, imediatamente após a prova de 31 de janeiro, vou sentir um grande amor pelos estudos. Vai durar umas semanas.

* * *

Falando em semanas, faltam só duas (para a chefe voltar das férias e eu passar a faixa) e só três (para o concurso). Será um período de muitas aventuras.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Balanço de Natal

O Natal foi joia. Fomos para BH, encontramos um monte de gente, trocamos muitos abraços e tentamos não exagerar na comes e bebes. Exercício eu já sabia que não ia rolar de fazer - o único lugar pra caminhar perto da casa dos meus pais é uma avenida barulhenta e poluída, e achei mais negócio priorizar os amigos -, mas estudar eu sinceramente achava que ia dar.

Não deu.

"Não deu" é ótimo. Faz parecer que fatos externos à minha vontade me impediram. Como se os duendes tivessem me proibido ou Papai Noel, me tomado os cadernos e o computador. Só que não foi bem assim, né? No fim das contas, consegui estudar um pouco em 2 dos 7 dias de viagem, e li uma aula inteira de contabilidade pública no aeroporto. O que é melhor do que nada, mas muito pior do que eu poderia de fato ter feito.

Para completar, chegamos ontem a Brasília tarde da noite, e hoje estão rolando umas festividades muito barulhentas aqui perto de casa. De desanimar qualquer cristão.

Mas cristão desanimado não passa em concurso; cristão desanimado o leão come. Então deixa eu abafar a gritaria com o som mavioso de uma videoaula.



quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Tinha uma pedra no meio do caminho

Então, depois de muito choro e ranger de dentes, consegui me organizar - principalmente psicologicamente! - para estudar três horas e correr (bem devagarzinho) diariamente.

Estava eu toda contente, achando que "agora vai!", quando tive uma semana puxada no trabalho (trabalhei todo dia até as 8 da noite) e emendei com uma crise de labirintite (cuja medicação me deixou muito sonolenta e me tirou uns 10 pontos de QI, pelo menos).

Ou seja, foram duas semanas em que as corridinhas diárias viraram caminhadas eventuais e os estudos, meia hora de áudio escutado no ônibus e uns textos em inglês feitos na marra, porque a data final de entrega era ontem.

Resultado: quando as coisas entraram nos eixos, eu já estava atrasada em meu cronograma de objetivos, mas otimista quanto a recuperar o tempo perdido. Aí a vida aconteceu.

(O que me ensina uma lição: da próxima vez que eu fizer um planejamento, vou me lembrar de separar pelo menos 10% do tempo disponível para eventualidades. Se elas não acontecerem, melhor ainda.)

Me vejo diante de duas opção: a primeira é chutar o balde e largar mão de tudo (até porque semana que vem passarei em BH e o programa será altamente prejudicado). A segunda é respirar fundo, varrer os cacos do cronograma que explodiu e fazer outro, novinho, baseado na atual realidade dos fatos.

A primeira escolha me deixará feliz e aliviada por alguns dias, mas obviamente não me ajudará no longo prazo. A segunda, embora trabalhosa, é a que vai dar resultado (espera-se).

Estou me animando com o fato de que o esquema todo só vai até 31 de janeiro, a data do bendito concurso para oficial de chancelaria. Todo mundo aguenta 6 semanas de pauleira (sendo que, convenhamos, minha programação não é tão hardcore assim). Tudo bem que tem Natal e a virada do ano na jogada, mas tudo é questão de foco.

Vou tatuar na testa: PRIORIDADES.

(Metaforicamente, gente.)




terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Comece agora!

Nas minhas leituras sobre comportamento humano, aprendi que as resoluções futuras podem ser uma bela armadilha. Funciona assim: a gente decide começar alguma coisa na próxima segunda-feira... ou no início do ano que vem... e tem a ótima sensação que está fazendo algo a respeito, sem ter feito, na prática, absolutamente nada.

Mas a verdade é não estamos agindo. Estamos é passando a responsabilidade para nossos eus futuros, na crença de que eles (quer dizer, nós) vamos ter mais tempo, disposição ou persistência. O que não é necessariamente verdade, né?

Então o esquema é o seguinte: se eu realmente quero, devo começar agora, neste momento. Não precisa ser a todo vapor: pode ser que mês que vem eu tenha férias e, portanto, mais tempo disponível mesmo. Mas começar agora, um pouquinho todo dia, vai fazer com que, na data planejada, eu já esteja a todo vapor. E não na situação contrária, com um monte de matéria acumulada pra estudar, muitos dias sem me exercitar ou, para o povo que quer perder peso, vários quilos a mais.

Dito isso, tive uma crise de labirintite na sexta-feira e o remédio que estou tomando (e que resolveu a tontura) está me deixando sonolenta, devagar das ideias e com muita fome. Uma situação nada propícia aos estudos...