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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Para beber vinho na xícara de chá, primeiro você tem de jogar o chá fora

Estou prontinha para embarcar nos projetos de 2016. Mas, antes de começar coisas novas, quero fechar o ciclo de 2015 e tirar da casa, do armário e do computador aquilo de que não preciso mais.

Parece óbvio, mas nem é. Às vezes a gente vai acumulando objetos e restos de atividades que perderam a importância sem nem perceber.

(O que me faz notar outra vantagem de viver em ambientes minimalistas: os excessos saltam aos olhos, em vez de ficarem misturados - e camuflados - pelo monte de outras coisas que a gente já tem.)

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

A mágica da arrumação, parte I

Quando ouvi falar do livro A mágica da arrumação, da Marie Kondo, torci o nariz. Não sou muito ligada em organização: sou partidária daquela tese que, se você tiver poucas coisas, elas praticamente se arrumam sozinhas. Ok, a tese é meio furada, mas me incomoda a ideia de que tudo bem ter um montão de tralha, contanto que tudo esteja em seus devidos lugares (sem falar que é uma boa desculpa para comprar mais, só que dessa vez são aquivos, caixas, latas, organizadores...).

Torci o nariz mas decidi ler, porque, se todo mundo está falando de alguma coisa quero dar meu palpite também, né? E a dona Marie me ganhou fácil, logo no segundo parágrafo do prefácio. Foi com a seguinte frase:

"Comece descartando coisas". 


É das minhas. Deixa eu ir ler o resto do livro que depois eu conto o que achei.


quarta-feira, 25 de março de 2015

Adeus, vestido de formatura

Quando as filhas saíram de casa, cada uma para uma cidade diferente, minha mãe centralizou na casa dela duas coisas:
- roupas de festa
- roupas de viagem
porque basicamente a gente ia a mais festas em BH mesmo, e quando viajávamos saíamos do aeroporto idem. Sem falar que sempre rolaram empréstimos e trocas legais entre todo mundo.

Virei minimalista e reduzi minhas posses a uma fração, mas naquela época não consegui convencer minha mãe que a gente devia se livrar de uns itens em excesso. Deixei quieto e agora, uns três anos depois, ela estava pronta para o processo.

Foram para a pilha de descartáveis (entre outros itens menos retumbantes):
- o vestido de renda nude que usei no baile de formatura da minha irmã mais velha (em 1997!)
- o vestido prata que usei no baile da minha formatura em direito (em 1998!)
- o vestido prata velho que usei quando fui madrinha no casamento do irmão do Leo (em 2000!)

Os vestidos trazem belas lembranças, mas tenho fotos de todos eles que servem ao mesmo propósito. Eles ficavam é ocupando espaço no armário, por diversos motivos: não gosto mais do estilo, descobri que a cor não é minha favorita (nude? Sério?), ficaram apertados...

Minha mãe vai oferecê-los à família, para ver se alguém se interessa. Se não, a ideia é doa-los a uma instituição que faça bazares. É muito melhor que eles saiam da gaveta e vão frequentar festas (ou montagens de peças passadas nos anos 90!) por aí, não é?

Adorei meu vestido de formatura, mas acho que a cor não rola nem em casamentos nem em festas de quinze anos. Além disso, ele não é dos mais confortáveis (a sustentação de um tomara que caia geralmente é feita com barbatanas - ele fica justo na altura das costelas - mas o meu se sustentava, bem, no meu corpo mesmo).