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domingo, 5 de fevereiro de 2023

O mau humor

O último post foi bem mal-humorado, e a culpa nem foi toda de BH, coitada. É que eu e o Leo, quando reencontramos as famílias por tanto tempo, ficamos aflitos. Acho que nos acostumamos a ficar na nossa casinha, tranquilos e contentes, e passar quase duas semanas morando com os pais, que têm seus próprios hábitos e para quem nunca crescemos de verdade, nos deixa desorientados. Para completar, no quarto que a gente fica o wi-fi não funcionava, então nem nos esconder para ver Netflix foi uma opção. 

Por outro lado, foi uma viagem muito útil: fizemos exame médico para renovar carteira de motorista, desbloqueamos cartão de crédito, tomamos a quinta dose da vacina de Covid. Revimos amigos e parentes, comemos pão-de-queijo, empada e mandioca frita, tomamos Mate Couro, Guarapan e Grapete. E ainda voltei com um monte de roupa nova, mas aí é caso para outro post. 

Vista de BH da varanda do meu padrinho

Para mim essa viagem lembrou muito uma época em que estava na segunda faculdade, deprimida (de verdade) e meio perdida na vida. Estava doida para arrumar emprego e sair da casa dos meus pais, e isso demorou mais do que eu queria para acontecer. A parte boa, claro, é que esse tipo de recordação faz perceber como tudo mudou para muito melhor. No final, tudo dá certo - se ainda não deu certo, é porque não chegou ao final. 

Em retrospectiva, planejamos mal: devíamos ter tratado como outra viagem de férias. Ou seja, marcado passeios, feito listinha de restaurantes e confeitarias, ido à Brasília, São Paulo e Uberlândia ver pessoas queridas. 

Fica para a próxima. Que, se tudo der certo, será em seis anos e meio, quando eu for obrigada a voltar a trabalhar no Brasil. 

sábado, 14 de janeiro de 2023

Adeus ano velho, feliz ano novo 2 (com reclamações)

No post passado, falei que, nos aspectos puramente pessoais, eu não podia reclamar de 2022. Desconfio que eu estava levemente alcoolizada e cheia de boa-vontade quando escrevi, porque desde então pensei um pouco e concluí que eu posso reclamar, sim. 

2022 teve: 

1) visita de 15 dias da sogra que terminou com briga;

2) crise de pânico por causa da organização das eleições; 

3) acne adulta (pouca, mas muito irritante);

4) a desgraça do alemão que não aprendo nem a pau. 

E isso é só do que estou me lembrando agora. 

Foi um ano bom? Foi ótimo! Estou de mimimi? Claro que estou. Mas seu não posso reclamar da vida (e da sogra) no blog, então por que ter um blog?