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| Bolsos! Bolsos! |
sexta-feira, 28 de novembro de 2025
O saga do vestidinho florido
sábado, 8 de novembro de 2025
São muitas (r)emoções
Aêêê! Estamos de volta àquele emocionante período que define de que maneira minha vida vai mudar. Porque minha vida muda sempre, a cada punhado de anos (o que eu acho sensacional). O que está em minhas mãos, na medida do possível, é qual será o próximo destino.
O emocionante período é composto por vários etapas: inscrição no mecanismo de remoção, lista de vagas disponíveis, oferta de vagas, seleção de vagas, resultado do mecanismo. Isso dura dois meses. Depois é esperar a autorização para partir, e aí tenho 90 dias para puxar o carro.
Desta vez muitas das datas não estão definidas. Mas uma, muito importante, está: 30 de junho de 2026 é o prazo final de partida. Provavelmente partirei nele, mesmo querendo ir embora antes, porque uma das peculiaridades do cantão de Zurique é que só se pode terminar um contrato de aluguel em três dias do ano: 31 de março, 30 de junho e 30 de setembro. E tem de avisar o locador com três meses de antecedência. Como é impossível que a autorização para partir saia em dezembro, o jeito é ter paciência e se programar para junho mesmo.
Em suma, toda essa conversa para dizer que siiim, estou partindo para um novo e emocionante país, mas só daqui a 8 meses.
Que anticlímax.
domingo, 2 de novembro de 2025
Kaos
O mundo está o caos. Me sinto no último baile da Ilha Fiscal, tomando champã enquanto o Império rui ao meu redor. Imagino museus do futuro, em que arqueólogos discutirão quem ocupou a maior extensão territorial no pré-apocalipse, os romanos ou o MacDonalds. Fui ver a Távola Redonda e descobri que o Henrique VIII (o das 6 esposas) mandou retocar a pintura em 1522 e pintar o rei Arthur... com sua própria cara.
* * *
Jane Austen, uma dos meus escritores favoritos (sim, a concordância é essa), fez 250 anos este ano. O Leo planejou uma belíssima viagem outonal ao Reino Unido, com paradas em Londres, Cardiff (capital de Gales - país 73, ueba) e Chawton, onde Austen viveu de 1809 a 1817, seus anos mais produtivos, quando reescreveu três livros e criou outros três. A casa virou um museuzinho caprichado, e a entrada vale por um ano, o que quer dizer que já estou planejando um retorno.
* * *
Voltei a tomar o remedinho mágico (escitalopram) em julho do ano passado e estou muito bem. Não é que eu não fique brava ou chateada quando as coisas não dão certo, é que consigo colocar os problemas em seu devido lugar (que é "daqui a 50 anos vamos estar todos mortos mesmo. Talvez antes"). Agora é continuar a ser usuária constante desse milagre da farmacologia e torcer para ele não parar de funcionar de repente (acontece).
quarta-feira, 1 de janeiro de 2025
Retrospectiva 2024 em tópicos aleatórios
Melhor gelato: pistache salgado (Atenas)
Pior gelato: bacon defumado (Lyon)
Ponto mais baixo: minha mãe teve um AVC (e ficou um mês no hospital)
Ponto mais alto: minha mãe não teve sequelas do AVC
Idas ao Brasil: 2
Países novos visitados: 6
Datas festivas: minha mãe fez 80 anos (no CTI); o Leo fez 50 (em casa); meu casamento fez 20 (no Chipre)
Idiomas estudados: francês (28 horas de aula); alemão (2 horas de aula, que me fizeram desistir de vez)
Terapia: 14 sessões online
Custo da caixa de escitalopram: 32 francos suíços na Suíça, 16 euros na Itália, 5 euros na França
Melhor Pizza Hut: Luxemburgo (com vinho branco)
Pior Pizza Hut: Baku (com molho barbecue)
Melhor drinque: Alexander (Roma). Achava que nem faziam mais
Melhor jantar: restaurante georgiano em Yerevan (que é a capital da Armênia, então sim, é irônico)
Melhor trilha: Eichhörnliweg (Arosa). Os esquilos pegam nozes na mão da gente!
segunda-feira, 2 de dezembro de 2024
Hibernação 2024
Se no ano passado eu estava lépida e fagueira subindo montanha e fazendo trilha com o Leo até esta época do ano (cheguei a comprar uma calça de neve), este ano eu abracei meu lado urso e tenho voltado do trabalho pronta para me enroscar em meus lençóis de flanela, agarrar no Kindle e mastigar uns doces.
Está sendo maravilhoso. Lençóis de flanela: recomendo fortemente. No começo eles soltavam uma grande quantidade de flocos no pijama e no chão do quarto, mas depois de algumas lavagens eles pararam com isso (ainda bem, ou eles desapareceriam, porque não ia sobrar nada). Lençóis de flanela são muito macios, mas a melhor parte é que a cama não fica gelada na hora de deitar.
(Comprei na Zara Home. Na Itália. Na promoção. Isto é, custou um terço do preço do que custaria aqui.)
A diferença em relação à Hibernação 2022 é que, há dois anos, eu dormia bem mais tempo do que o habitual. Dessa vez, estou dormindo as horas regulamentares (que são no mínimo 8, obviamente).
Veremos se outono que vem volto à ativa (e aí a hibernação é ano sim, ano não) ou se ano passado foi a exceção à regra e nunca mais vai acontecer.
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| Aprovadíssimo. |
sábado, 2 de novembro de 2024
O remedinho mágico
terça-feira, 2 de julho de 2024
De repente 48
A última data que teve um peso maior na minha vida foram os 40 anos. É aquela coisa, "Vai fazer 40? Tá na hora de uma crise de meia-idade". Só que alguns dias (onze, para ser exata) depois do meu aniversário saiu o resultado do concurso, e eu passei. Aí esquece crise, esquece tudo, o importante é que eu vou morar fora do Brasil com emprego garantido.
E entre a longa demora para a posse (mais de um ano), os primeiros dois anos do trabalho em Brasília, a primeira remoção (Manila), a pandemia, a segunda remoção (Zurique), o tempo voou. Estou sinceramente surpreendida com os 48. Mas já?
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| No meu aniversário, em abril. Festival das Tulipas, Morges. |
E mais, daqui a pouco serão 50. Vou começando a pensar em umas palavras de sabedoria para compartilhar quando eu chegar ao meio século.
quarta-feira, 24 de abril de 2024
Falsiane
Estamos em plena primavera, e:
- antes de ontem nevou;
- as temperaturas têm chegado perto de zero.
Quer saber? A primavera é a pior época do ano. Ela PROMETE que o tempo vai melhorar e bota um monte de flores pra fora, mas na hora do vamovê chove e faz frio (até ligaram o aquecimento do prédio de novo). O que não seria tão ruim se não fosse depois de SEIS MESES de frião.
Fica aqui registrado meu protesto.
domingo, 10 de março de 2024
Pra lá de Marrakesh
Passamos a penúltima semana de fevereiro em Madri, com amigos que vieram do Brasil. Eles nos avisaram que iam dar um pulinho no Marrocos (3 dias em Marrakesh) e nós falamos: "Tamo junto!".
Finalmente botei o pé no continente africano. Agora fica faltando só a Antártica (o Ártico é feito só de gelo, sem terra por baixo, então não entra na conta).
Ficamos dentro da medina (a cidade antiga cercada por muralhas), em um riad (casa tradicional com pátio interno). Foi uma experiência intensa. Dentro da medina, as ruas são estreitas, cheias de gente, barulhentas, e volta meia passa uma motinho buzinando, sem qualquer consideração pelos pedestres. Ou pelas bicicletas. Ou pelos jumentinhos.
As fotos do Leo ficaram lindas. Como sempre, fotos não capturam a poluição sonora, o calor e o desconforto. Em suma, foi um lugar ao qual adorei TER IDO, mas que não foi muito fácil enquanto eu estava lá.
No dia anterior à partida, saímos da medina e fomos passear na cidade propriamente dita. Encontramos ruas e calçadas largas, prédios mais modernos, lojas simpáticas e um Carrefour Gourmet de tirar o chapéu.
O resultado é que percebi que estou dando bobeira. É tão fácil voltar aos países europeus que conhecemos e gostamos que acabamos repetindo passeios em vez de expandir nossos horizontes viajísticos. Pois bem, vamos fazer um esforço para desbravar novos destinos.
(Botei Marrocos na lista de futuros postos? Botei Marrocos na lista de futuros postos. Sou facinha.)
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| Riad Dar El Masa |
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| Todo um visual mil e uma noites |
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| Praça Rahba Kedima |
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| O minarete da mesquista Koutoubia |
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| O Jardim Secreto, um oásis de tranquilidade no meio da medina |
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| Os souks (mercados)... |
sábado, 10 de fevereiro de 2024
A aurora de dedos rosados
Em 2022, usamos as férias de fim de ano para ir visitar Noruega e Polônia, para incredulidade dos vizinhos de prédio que, na festinha de confraternização, nos contaram que estavam indo para o Caribe e a América do Sul. Embora a viagem tenha sido ótima (aurora boreal! pilhas de neve!), nos demos conta do erro de cálculo: se for para viajar no inverno, que seja para um lugar mais quente e ensolarado que a Suíça, e não para um onde o frio e o escuro sejam ainda piores. Em Zurique, as baixas temperaturas duram de outubro a março. Tem a sua graça, mas uma hora cansa. Aí você percebe como o clima no Brasil é maravilhoso, como a gente não valoriza etc.
Assim sendo, em 2023 voamos para em Porto em dezembro e, agora, para a Grécia. As temperaturas estavam bem baixas (em Portugal, chegamos a pegar 0º C), mas o céu azul e os dias luminosos compensam tudo.
O céu azul, os dias luminosos e a comida, claro.
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| Começamos com três noites na ilha de Santorini. Essa é Oia, a cidadezinha mais famosa. |
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| Depois partimos para a capital. Sim, o Partenon (templo da deusa Atenas, que dá nome à cidade) está em processo de restauração. |
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| O amanhecer na varanda do hotel em Fira, Santorini |










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