terça-feira, 23 de junho de 2015

Meu período consumista

Lá pelo ano de 2008, fiquei meio sem ter o que fazer. Estava satisfeita com o casamento e o trabalho, já tinha terminado uma especialização, na cidade onde eu morava não tinha o curso da língua que eu queria e naquela época não existia leitor digital. Aí comecei a me interessar - mais - por moda e maquiagem, a ir à manicure toda semana e a fazer luzes no cabelo.

(Gente, não estou dizendo que quem gosta dessas coisas não tem mais o que fazer. Só estou contando meu caso.)

Durante um tempo, me diverti muito visitando blogs, comprando roupas e sapatos e bolsas, aproveitando viagens para trazer maquiagens que só estavam à venda lá fora.

E aí, no final de 2009, cansei. Aquilo tudo passou a me interessar menos, porque comecei a perceber um padrão: os lançamentos não eram necessariamente originais, melhores ou mais bonitos. Eram simplesmente diferentes do que eu já tinha. No meu guarda-roupa havia roupas de todas as cores e estilos, não especialmente porque gostasse, mas porque tinham estado na moda (e olha que nunca fui a louca das tendências). Os sapatos e bolsas que eu tinha eram lindos, mas muitos eram pouco práticos, pesavam no ombro e machucavam meus pés. E os blogs e as revistas se repetiam sem parar.

Comece a achar aquilo muito chato. Vocês sabem que eu sou uma pessoa novidadeira, né? Mas as novidades desse universo me pareciam tudo mais do mesmo. Aí larguei mão. O feminismo me ajudou a ver que eu não precisava de tudo aquilo (podia, mas não precisava). Quando o minimalismo chegou, foi só correr pro abraço.

Hoje eu só uso salto baixo. No meu armário só tem as cores e as peças que eu gosto. Uso maquiagem quando me dá na telha. Corto meu próprio cabelo. Pulo as páginas de moda das revistas.

Continuo consumindo, é claro. Preciso de casa, comida, roupa, educação e diversão. Mas consumo muito menos, e muito melhor - porque tento consumir o que eu realmente acho importante, não o que me dizem que é.

24 comentários:

  1. Nossa Lud, me identifiquei muito! Eu era muito mais influenciável, nas lojas comprava até o que eu não tinha amado, afinal, o vendedor/minha mãe/outra pessoa gostou tanto dessa peça em mim!!! Mas agora, só compro o que amei muito e sempre que possível, deixo a decisão final pra outro dia, tem me ajudado bastante!

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    1. Oi, Amanda! Eu também não gosto de comprar as coisas na hora. Prefiro pensar, refletir, às vezes pesquisar mais... É ótimo, porque às vezes uns dias depois a gente já nem lembra mais daquilo!

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  2. Olá Lud tudo bem???

    Sei bem como é isso... Quando me mudei pra Curitiba tinha uma neura de comprar TUDO... Depois passou e hj consigo ficar meses sem comprar uma peça de roupa (quando compro o More até incentiva), claro que compro comida, coisas pra casa, enfim o normal... Até parei de me preocupar com datas comemorativas (agora compro quando EU quero e não quando a mídia quer)!!!


    Beijinhos.
    Débora.
    http://derbymotta.blogspot.com.br/

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  3. É eu também passei uma fase consumista mas agora não quero nada, até peço para não me darem presentes, pois sei que tenho ou tive tudo e nada faz muita falta no fim das contas. Eu fico só observando as pessoas e suas prioridades e às vezes concluo que elas próprias arrumam suas encrencas com consumo e necessidades "criadas" e incorporadas.

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  4. Lud,

    Li vários posts seus sobre feminismo e consumo. Concordo com a maior parte de suas reflexões.

    Quanto a vaidade, este é um ponto que eu gostaria de debater mais, com outras mulheres inclusive, porque vejo na nossa aparência uma fonte de poder. Queiramos ou não, este é o mundo que existe.

    Não acho que as mulheres devem usar os seus "dotes" como moeda de troca, algo como: eu sou bonita, faço luzes, vou a academia e por isso quero um marido rico que me sustente, ou eu sou gostosa, vou dormir com o chefe e ganhar uma promoção. Não se trata disso.

    Mas quando você percebe que portas se abrem mais facilmente pra vc, pessoas se aproximam, que você não precisa de todo aquele esforço pra convencer seu superior de uma ótima idéia, tudo isso pelo fato de ter uma boa aparência e andar "arrumadinha"? Digo, por que não aproveitar isso? Aliar inteligência e beleza é sempre algo que nos garante maiores chances de sucesso (e sim, arrumar o cabelo, ir a academia e fazer as unhas não passam assim tão desapercebido pelos homens. A maioria presta atenção, especialmente se a mocoila é bonitinha).

    O que você acha?

    Beijos

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    1. Emanuelle,
      percebo o seu ponto de vista; ou seja, o investimento na "vaidade" feminina serve como facilitador dos objectivos que tenha em mente. Na realidade, isso pode acontecer mas a minha opinião como homem é que não facilita tanto assim; abre portas, facilita contactos, a transmissão das ideias, dos objectivos, mas se não houver substância, nada feito. Além disso, acresce o facto de ser contraproducente: pode acontecer que a mulher em causa seja (pré) considerada fútil, por ser demasiado vaidosa mesmo que até tenha dois dedos de testa.

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    2. Emanuelle,
      percebo o seu ponto de vista; ou seja, o investimento na "vaidade" feminina serve como facilitador dos objectivos que tenha em mente. Na realidade, isso pode acontecer mas a minha opinião como homem é que não facilita tanto assim; abre portas, facilita contactos, a transmissão das ideias, dos objectivos, mas se não houver substância, nada feito. Além disso, acresce o facto de ser contraproducente: pode acontecer que a mulher em causa seja (pré) considerada fútil, por ser demasiado vaidosa mesmo que até tenha dois dedos de testa.

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    3. Emanuelle, eu concordo com você: "este é mundo que existe." Mas eu não acho que o mundo que existe seja justo, por um monte de razões. Uma é que os homens não precisam dedicar tanto tempo, dinheiro e energia quanto as mulheres para serem considerados "arrumadinhos" e terem acesso a essas vantagens que você falou (muitas vezes eles nem precisam estar arrumadinhos); outra é que, segundo essa lógica, as mulheres fora do padrão estão lascadas, e eventualmente todas nós estaremos fora do padrão (todo mundo envelhece, né). E, num mundo em que as mulheres ganham menos que os homens, acho sacanagem que elas sejam obrigadas, ou pelo menos incentivadas, a gastarem uma parte substancial da grana com roupa da moda, maquiagem, manicure, cabeleireiro. Isso sem falar de toda a questão da mulher ser tratada como objeto decorativo (é só ligar a televisão ou abrir uma revista: só tem mulher jovem e bonita. Se você não é assim, é como se não existisse).

      Dito isso, eu tenho emprego e marido. Posso me dar ao luxo de abrir mão de passar esmalte, usar salto e ter bolsa de marca sem nenhum prejuízo pessoal. Eu entendo perfeitamente quem acha que não pode abrir mão. Mas acho muito interessante discutir o assunto, e talvez convencer essas pessoas de que sim, dá pra fazer o mínimo. E direcionar um monte desse tempo, dinheiro e energia para outros canais, talvez mais interessantes e produtivos.

      Enfim, muito a dizer sobre o tema. Vamos conversando.

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    4. Feliz por ter encontrado pessoas inteligentes para conversar comigo sobre um tema que adoro! :-)

      O Blognotícias, entendi o seu comentário.

      Pela minha experiência prática percebo que a maioria das mulheres MUITO bonitas e/ou MUITO vaidosas não são mesmo dotadas lá de grande inteligência (compensação da natureza?/teoria da evolução? - whatever). Desta forma, a inteligência delas só serve mesmo para causar uma primeira impressão e depois, já foi. Não conseguem desenvolver um tema ou debater ideias. A maioria (veja que não estou generalizando) é fútil, infantil e mimada. Quando fiz o meu primeiro comentário me referi às mulheres comuns que, como eu, não são dotadas de uma beleza avassaladora, mas também não são feias.

      Sobre ser bonita e "arrumadinha", pela minha experiência, também pode ser uma grande qualidade ou um grande defeito. Depende de onde você esteja posicionada. Se você está num meio de intelectuais, isso previamente já passa uma imagem de que você é fútil ou não muito inteligente e está querendo compensar com beleza (experiência própria). O que pode, ou não, ser verdade. Já se você vive num ambiente de pessoas medianas (normais?), a beleza pode te agregar sim, como eu já falei, facilidades. Eu tenho 32 anos e já passei por fases mais e menos vaidosas. Não sou uma aficionada por moda, salão de beleza ou maquiagens, mas faço minha parte "ajudando a natureza" no salão, fazendo atividade física ao ar livre e andando com roupas adequadas (não o que a moda me impõe, mas o que eu gosto).

      Com o passar do tempo fui fazendo experiências e percebendo o quanto a minha aparência poderia influenciar as pessoas ao meu redor e o retorno foi mesmo impressionante. Em relação às outras mulheres principalmente. Os homens são mais atentos ao conjunto, as mulheres, aos detalhes.

      O que eu me questiono, às vezes, é se a maioria das mulheres já percebeu a força que reside nisso. Se pelo fato de ainda não termos atingido todas as posições que gostaríamos, ou mesmo, por uma questão estratégica, não poderíamos usar isso a nosso favor, entende?


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    5. Lud,

      Vamos lá. Sobre o mundo ser justo, nunca foi e, sinceramente, acho que nunca será. Sempre haverá minorias subjugadas, pessoas em situação de desigualdade social, países dominantes, empresas que "engolem"outras. Vejo nisso quase uma questão biológica. Veja bem, o mundo que está aí é horroroso. Não gosto dele e acho que poderia melhorar um bocado, mas não acho que as desigualdades sejam de todo ruim. Acho que o forte e o fraco, o bom e o ruim, o bonito e o feio se complementam no mundo desde sempre. Nisso reside, de alguma forma, um certo equilíbrio invisível.

      Neste sentido, concordo que homens e mulheres são mesmo muito diferentes e acho isso maravilhoso. Acho que nos complementamos em diversos aspectos. Os homens levaram "vantagem" num jogo de dominação que está começando a inverter de situação. A mulher não é a mesma, os homens não são os mesmos, o mundo não é o mesmo. Houve uma adaptação enorme nos últimos anos e sei que isso só foi possível por conta das pioneiras que trilharam este caminho (intelectuais, trabalhadoras nas fábricas, artistas, etc).

      Dito isto, concordo que muitas de nós acaba escrava de um certo padrão estético imposto pela mídia e muitas vezes não querem envelhecer, mas acho que esta é mais uma questão com a qual vamos ter que aprender a lidar. Conheço mulheres inteligentes e muito bonitas aos 40, aos 50, aos 60 (aos 20 e 30 é mais fácil, convenhamos). O fato de serem bonitas e relativamente vaidosas não as impediu de trabalhar, estudar, criar os filhos ou serem felizes. A vaidade, queira ou não, é uma das nossas facetas. O que defendo é que não podemos deixá-la nos escravizar.

      Veja bem, é ótimo ser inteligente, ter um diploma e um emprego. Acho que devemos cultivar bons hábitos, cuidar de nossa saúde, ter uma boa alimentação, amigos, leituras edificantes e tudo mais, mas não vejo como tudo isso pode ser prejudicado por um pouco de vaidade (veja bem, um pouco). O fato de uma mulher praticar esportes três ou quatro vezes por semana (algo que ela goste), ir ao salão uma vez por mês arrumar o cabelo e mais duas ou três pra fazer as unhas ou usar uma maquiagem discreta no dia a dia possa impedi-la de fazer todas as coisas mencionadas inicialmente. Os homens podem não gastar seu tempo com coisas do tipo, mas gastam bem mais tempo vendo jogos de futebol, tomando cerveja com os amigos, vendo fotos de mulheres peladas na internet/revistas (:-p) ou simplesmente fazendo nada (eu não sei como eles conseguem).

      Veja bem, não defendo a vaidade por vaidade. Acredito que a natureza, muito sábia por sinal, nos dotou de uma pele macia, cabelos sedosos, um corpo curvilíneo e um timbre de voz suave por alguma razão. Não acho que devemos usar estas armas como moeda de troca (isso só nos degrada moralmente) e também não acho que devemos viver escravas disto. Acredito que que a nossa beleza, sabiamente utilizada, pode nos fazer alcançar objetivos mais rapidamente. E, neste sentido, não precisamos ser modelos jovens e magras, mas precisamos ser mulheres que se cuidam de maneira equilibrada, se vestem adequadamente e procuram usar seus pontos mais marcantes a favor.




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    6. Este comentário foi removido pelo autor.

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    7. O que você acha que é se deixar escravizar? Eu acho que se sentir obrigada (ou "fazer porque gosta", mas se sentir mal quando não consegue) a fazer esporte, ir ao salão e fazer a unha é escravidão, sim. Porque eu não quero fazer nada disso, obrigada. E quero ser respeitada como pessoa e conseguir meus objetivos também.

      O mundo é injusto e eu sou ingênua e pretensiosa a ponto de achar que posso ajudar a mudá-lo. No blog, dizendo para as mulheres que a gente pode repensar isso aí. Na vida, mostrando para os sobrinhos que uma outra feminilidade é possível.

      O que você está dizendo é que está disposta a jogar o jogo. É justo. Individualmente, é provavelmente o melhor para você. Mas eu não quero mais. Já joguei, já achei normal, já julguei outras mulheres pela beleza. Aí uma hora eu vi que não precisa ser assim.

      O que não quer dizer que eu esteja livre da influência social e que não me preocupe nem um pouquinho com a minha aparência. Me preocupo, sim, mas muito, muito menos. E - talvez o mais importante e difícil - não fico avaliando a aparência alheia.

      E sim, existe uma grande distância entre "estar adequadamente vestida" (o que eu sei muito bem fazer) e ser uma mulher "que se cuida".

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    8. Lud,

      Em primeiro lugar, passei a vir aqui na sua "casinha" por adorar a forma como você escreve e sua visão de mundo. Acho que você é alguém que procurar ver além do que está posto. Eu a respeito e não a acho ingênua ou pretensiosa.

      Vou me tomar como exemplo neste post. Eu gosto de fazer coisas "de mulherzinha". Talvez um dia não goste mais e canse. Mas eu não me sinto mal se ocasionalmente não der tempo de fazer uma unha ou faltar aos exercícios. Sigo minha vida normalmente e, quando tenho tempo, vou lá e faço. Não ando por aí julgando mulheres que não pintam os cabelos, não andam de salto ou não passam maquiagem (pelo menos não é a regra - como somos humanos isso pode acabar acontecendo sem que nem percebamos). É uma escolha delas. Mas elas tb não deveriam me julgar por ser um tantinho vaidosa, concorda?

      O meu ponto é: ao abrir mão de toda a vaidade possível pra não ser escravizada por ela, não se faria a mesma coisa em sentido oposto? Digo, se para provar ao mundo que eu não concordo com o que a moda impõe, eu não possa nunca mais usar uma peça "da moda" que achei bonita, isso não seria uma forma de se aprisionar tb? Se aos 40, para provar ao mundo que discordo da forma como tratam as mulheres mais maduras, eu não possa ir a um dermatologista, passar cremes e usar uma maquiagem discreta para me sentir mais bonita, isso quer dizer o que?

      Mulheres que vivem de dieta, malhar feito loucas, se maqueiam até pra dormir, arriscam suas vidas em mesas de cirurgia plástica, compram roupas descontroladamente, realmente precisam repensar a sua relação com a própria aparência, mas eu me pergunto: não seria possível encontrar um equilíbrio?

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  5. Também tive minha fase consumista mais ou menos por essa época. Acho até que começou antes, lentamente, por volta de 2005 - primeiro com os livros, depois roupa, depois maquiagem. Em 2010, percebi que tinha coisa demais: livros não lidos, roupas com etiqueta, maquiagens lacradas, tudo em excesso. Aí veio o minimalismo. Talvez a gente precise ter uma fase consumista pra perceber o que realmente importa.

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    1. Pode ser, Lu! Afinal, tem tanta propaganda incentivando o consumo que a gente fica com a impressão que é uma maravilha mesmo. Passar pela experiência e concluir: "não é tão bom assim como dizem" é um incentivo grande pra ir na outra direção.

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  6. Dando o meu pitaco no assunto: a questão de equilíbrio é completamente relativa. O que para a Emanuelle pode ser uma preocupação com vaidade equilibrada pode ser considerado um exagero para algumas mulheres e abaixo do mínimo necessário para outras.

    Eu já escrevi em outros posts que o meu objetivo é muito mais não julgar ou ditar o que os outros (ou outras, no caso) devem fazer ou não. Mas é difícil, muito difícil.

    A questão da influência da mídia é forte: para cada mulher "linda" de 40 anos com filhos, marido, trabalho, que se "cuida" e dá conta de tudo, tem muitas que não dão conta e acabam deprimidas porque não conseguem corresponder a um padrão imaginário de realização feminina. Porque isso que a gente vê nas revistas tem pouco a ver com a vida real.

    Até ter filho isso não era muito claro para mim, porque tinha tempo sobrando e podia administrá-lo do jeito que eu quisesse. Agora, apesar de ter ajuda em casa e a minha vida ser muito boa, eu não sou mais dona do meu tempo livre (que já é pouco, muito pouco). E é essa a vida da maioria das mulheres (assim ou pior). Então ainda ter que lidar com cobranças de que eu tenho que me "cuidar" (seja lá o que isso signifique) e andar sempre "arrumadinha", olha, eu não tenho nenhuma paciência.

    Dito isso, como a Lud, eu tambem tenho emprego e marido, então não preciso (e não quero) jogar esse jogo. Aliás, lembrando que a Lud já escreveu sobre ele, o livro "O mito da beleza" é uma leitura interessante sobre esse assunto.


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  7. Emanuelle,

    eu não sei se dá pra encontrar esse equilíbrio, não. Primeiro porque o que você está chamando de equilíbrio é exagero pra certas pessoas e muito pouco para outras. Depois porque meu ponto é justamente refletir sobre o fato de a beleza feminina ser tão valorizada, e a mulher mesmo não ser. A mídia e a sociedade falam o tempo todo pras moças serem bonitinhas, e eu não quero reproduzir esse discurso aqui, nem na minha vida.

    O que você vê como uma simetria "tenho que ser bonita a qualquer custo" X "não posso ser bonita de jeito nenhum", sendo que ambas seriam prejudiciais, eu vejo como "tenho que ser bonita" X "não preciso ser bonita": prisão X liberdade.

    É claro que eu ainda sou influenciada pelas exigências sociais Mas, como eu tenho como guia essa liberdade, digo não para um monte de coisas, e fico feliz e satisfeita assim. A última vez que fui a um casamento, botei um vestido longo e me maquiei. Mas não fiz a unha nem usei salto, hohoho.

    Fico feliz que você não julgue outras mulheres pela aparência. É o que eu tento fazer, sempre. E não, não acho que você deva ser julgada por ser vaidosa. Mas também não acho que a questão da vaidade seja inofensiva, infelizmente.

    A Daniela acaba de postar um comentário ótimo (porque eu concordo em tudo com ela, rs) e lembrar que "O mito da beleza" (tem aqui: http://brasil.indymedia.org/media/2007/01/370737.pdf) é uma obra muito bacana. A Naomi Wolf explica muito melhor do que eu porque a beleza feminina é menos vantajosa do que parece ser.

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    1. Iniciando a leitura em 3, 2, 1...

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    2. Vou iniciar a leitura e volto... ;-)

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  8. Emanuelle,

    pra começo de conversa, eu sou absolutamente linda E inteligente. E claro, pouco humilde haha. Sério mesmo, não existe essa dicotomia que você colocou ai não. Gentes existem de todo tipo, cor, formato e miolos. Segundo: você tem que 'se sentir bonita'? Que pena. Eu não.

    Mas, se como você disse, você não se sente escrava nem julga os outros, tá tudo certo. Você fica feliz porque não se sente escrava, eu fico feliz porque você não me julga. Todo mundo feliz.

    E sério mesmo, leia o Mito da Beleza, Pode mudar sua cabeça. :D

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  9. Isa,

    Continue linda e inteligente. E sim, vc não precisa ser modesta. Acho que as mulheres que frequentam este espaço são maduras o suficiente pra não ficarem recalcadas.

    Ler o mito da beleza parece ser requisito para continuar a conversa. Ok, garotas
    Volto quando tiver lido.

    Nem adianta rezar pra eu não voltar que eu volto, hein? :-)

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  10. lud, como corta o próprio cabelo? só sei aquela técnica de puxar tudo p frente e passar a tesoura reto, o que gera um leve repicado. é assim que você faz?
    abraço!

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  11. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  12. Catiele, foi assim mesmo que eu fiz! Depois de cortar reto, coloquei a tesoura paralela aos fios e cortei uns pedacinhos aleatórios também - mas, pra ser sincera, não sei se fez diferença, rs.

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