Curiosos hábitos das terras helvéticas:
- cada saco de lixo doméstico de 35 l custa 2,20 francos suíços (13,30 reais). Tem pouquíssimas lixeiras públicas. Então...
- ...todos os objetos que são vagamente reutilizáveis são colocados em murinhos na rua para quem quiser levar. Já catei muita coisa interessante: uma luminária, duas garrafas de vinho (uma maravilhosa, a outro em estado vinagre), uma oncinha de madeira. A última foi uma latinha em formato de árvore de Natal.
- no transporte público, não há roletas ou máquinas para validar o bilhete. De vez em quando pintam fiscais. Nunca vi ninguém ser pego sem passagem, exceto um jovem - suíço - em um ônibus (o fiscal pediu uma identidade dele para emitir a multa de 100 francos e ele sacou o passaporte vermelho).
- falando em passaporte: a Suíça emite passaportes para bebês com validade de 5 anos. A criança está quase entrando na faculdade e circula por aí com um documento com foto de recém-nascido.
- até bem pouco tempo, a mulher que se casava na Suíça obrigatoriamente perdia seu(s) sobrenome(s) e tinha que adotar o sobrenome do marido (eles só usam um). Os filhos recebiam o sobrenome do marido e ponto. Agora ela pode manter o sobrenome dela e o marido pode adotar esse sobrenome também, mas somar os dois não pode.
- as geladeiras e congeladores são minúsculos, porque o suíço gosta de fazer compras com frequência e se alimentar de produtos frescos. Só que...
- ... tudo fecha no fim da tarde. Supermercados fecham no fim-de-semana (exceto na estação de trem e no aeroporto) e nos feriados.
- o suíço ama fazer trilha, subir montanha, andar de bicicleta. Não tem tempo ruim: pode estar chovendo ou nevando, vai ter um suíço correndo ou levando as crianças (com suas pequenas galochas e seus mini-chapéus de chuva) para passear na floresta.
- cães são educados para não incomodarem e não interagirem. Aí de quem quiser passar a mão num doguinho: ele não vai dar bola e o dono vai fazer cara feia. Já gatos costumam ser amigáveis: como podem sair de casa e passear na rua (nunca vi uma janela/varanda com rede e há muitas escadinhas para felinos), não têm medo de humanos e gostam bem de uns carinhos.
![]() |
| Levei a onça pro trabalho. |

Como é bom voltar a te ler com frequência Lud. Nunca desisti do seu blog, que bom que você também não.
ResponderExcluirAaah, muito obrigada! Eu não desisto, só passo uns tempos longe =D.
ExcluirVi que apareci como anônima, mas sou a Vania, nos encontramos em Paris há vários anos…
ResponderExcluirOi, Vania! Que legal você por aqui! Na sua casa eu experimentei raclette pela primeira vez (e adorei).
ExcluirVocês estão bem? E o Rubem? Céus, ele já deve ser um universitário...
que interessante isso. nunca nem sequer pisei para qualquer luga fora do brasil, mas gosto muito de ler sobre outros países, e algo que ainda me confunde é essa questão de bilhetes em transportes públicos. tipo, você só entra e pronto? mas tem que estar preparado para caso entre algum fiscal?
ResponderExcluirachei interessante descobrir que não se pode juntar os dois sobrenomes (algo muito comum entre nós latinos, sobrenome de pai e sobrenome de mãe). tem algum motivo do porquê é assim?
foi ótimo conhecer o seu espaço na net, já segui e adoro ver você comentando sobre as coisas.
xoxo, dulce.
Oi, Dulce! Bem-vinda!
ExcluirFunciona assim: você compra o bilhete (na máquina ou pela internet), mas não tem catraca. É um sistema baseado na confiança. Mas às vezes tem fiscais que checam se todo mundo está com a passagem, porque também eles não são doidos de confiar 100%.
O motivo é simples e triste: machismo... A Suíça é um país conservador. As mulheres conquistaram o voto em 1971 (sendo que em um cantão, Appenzell Innerrhoden, só em 1990, quando a Suprema Corte os obrigou). Adotando obrigatoriamente o nome do marido, a mulher é incorporada à família dele e perde seu nome original. Quanto aos suíços terem um sobrenome só, isso se deve ao fato de a população ser pequena (menos de 9 milhões de habitantes). No Brasil, se não pudéssemos ter mais de um sobrenome, milhares de pessoas seriam homônimas!