Adoro carnaval. Amo passar o feriado prolongado em casa, lendo livros, vendo filmes, comendo brigadeiro e encontrando amigos. Se o tempo estiver friozinho e eu puder ficar muitas horas debaixo do edredom e tomar uns banhos ferventes, então, melhor ainda.
Juro que entendo quem curte folia, música, agito e pegação. Dou o maior apoio. Enquanto isso, estou na quarta revistinha de Sandman, e são setenta e cinco, gente! Nem sei se vai dar tempo de ler todas antes da quarta-feira de cinzas chegar.
Para quem não sabe, o sobrenome do marido é Carnaval. Então pra mim a festa dura o ano inteiro (piscada marota).
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
sábado, 27 de janeiro de 2018
Das 19 às 7
Andei lendo maravilhas sobre jejum intermitente e, como fã de ideias radicais que sou, decidi experimentar.
Só que também sou fã de comida, então resolvi que ficar 12 horas sem mastigar por dia (das 19 às 7) estava bom demais. Até porque umas 9 dessas horas eu passo dormindo, hohoho.
Comecei domingo passado. Estou achando bom. Ando me sentindo animada e, curiosamente, com menos fome do que habitualmente. Ou seria vontade de comer? Só sei que passei a semana toda sem chocolate, numa boa.
Só que também sou fã de comida, então resolvi que ficar 12 horas sem mastigar por dia (das 19 às 7) estava bom demais. Até porque umas 9 dessas horas eu passo dormindo, hohoho.
Comecei domingo passado. Estou achando bom. Ando me sentindo animada e, curiosamente, com menos fome do que habitualmente. Ou seria vontade de comer? Só sei que passei a semana toda sem chocolate, numa boa.
domingo, 21 de janeiro de 2018
Tão ricos
Um amigo nosso nos explicou para o tio de um jeito que achei lindo: "eles são tão ricos que não têm carro nem apartamento".
Eu me sinto muito rica mesmo. Não só de amor e de saúde, mas de dinheiro também. Simplesmente porque ganho mais do que preciso.
Para chegar a essa posição, o negócio é ganhar muito... ou precisar de pouco.
Ok, sei que sou privilegiada e que meu "pouco" seria bom demais para muita gente. Mas considerando colegas e amigos e família, que têm automóveis e casa própria e armários cheios e móveis e acessórios, estamos no lado dos simplesinhos na escala.
Não foi do dia pra noite que a gente chegou aqui. Foi todo um processo. E entendo que tenha quem queira viver de um jeito diferente.
Mas gosto do meu jeito e acho um vantajão.
Eu me sinto muito rica mesmo. Não só de amor e de saúde, mas de dinheiro também. Simplesmente porque ganho mais do que preciso.
Para chegar a essa posição, o negócio é ganhar muito... ou precisar de pouco.
Ok, sei que sou privilegiada e que meu "pouco" seria bom demais para muita gente. Mas considerando colegas e amigos e família, que têm automóveis e casa própria e armários cheios e móveis e acessórios, estamos no lado dos simplesinhos na escala.
Não foi do dia pra noite que a gente chegou aqui. Foi todo um processo. E entendo que tenha quem queira viver de um jeito diferente.
Mas gosto do meu jeito e acho um vantajão.
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Atenção, sentido!
Trabalho oito horas por dia, com ponto eletrônico (biométrico - tem de botar o dedinho no sensor da catraca!), sentada em uma bonita cadeira vagamente ergométrica, estacionada na frente do computador. E ando me achando bem sedentária, porque eu e o Leo deixamos o longo período de chuvas de Brasília nos intimidar e perdemos o hábito das caminhadas.
Ontem me deu uma luz e decidi trabalhar de pé. Arrumei livros e tampas de caixas e bases de madeira e consegui levantar todos os meus equipamentos um montão de centímetros. Para completar, pedi que trocassem o monitor auxiliar por um que aumenta de altura e voilà, tudo resolvido.
Passei um dia bom e agitado. Além de providenciar todas essas mudanças e arquivar um monte de documentos, ficar menos tempo sentada me deixou animada, sem sono e, apesar de um pouquinho cansada, com aquela sensação boa de ter usado os músculos. O que esqueci de considerar é que, agora, quando me sento, fica tudo muito alto. Não tenho uma mesa ajustável (como a irmã mais nova tem).
O jeito é sentar pouco, né.
Ontem me deu uma luz e decidi trabalhar de pé. Arrumei livros e tampas de caixas e bases de madeira e consegui levantar todos os meus equipamentos um montão de centímetros. Para completar, pedi que trocassem o monitor auxiliar por um que aumenta de altura e voilà, tudo resolvido.
Passei um dia bom e agitado. Além de providenciar todas essas mudanças e arquivar um monte de documentos, ficar menos tempo sentada me deixou animada, sem sono e, apesar de um pouquinho cansada, com aquela sensação boa de ter usado os músculos. O que esqueci de considerar é que, agora, quando me sento, fica tudo muito alto. Não tenho uma mesa ajustável (como a irmã mais nova tem).
O jeito é sentar pouco, né.
domingo, 14 de janeiro de 2018
A cura milagrosa
Durante 24 horas, depois de um telefonema com o reumatologista, convivi com um diagnóstico de artrite rematoide (aquela doença crônica autoimune sinistra cujos medicamentos são quase piores do que a própria). Liguei para meus pais. Escrevi um post para o blog. Entrei para um grupo de apoio no Facebook. Pesquisei sobre os efeitos colaterais (tensos) dos remédios.
Aí fui a uma consulta no dia seguinte e não era beeeem assim. Os exames dizem que eu posso ter AR, mas não tenho nenhum sinal clínico (inchaço e vermelhidão nas articulações, dores intensas). O médico contou casos de diagnósticos difíceis que ele fez e pediu mais exames, mas basicamente não sabe o que eu tenho.
Saí do consultório feliz da vida. Entrei com AR e saí sem.
Aí fui a uma consulta no dia seguinte e não era beeeem assim. Os exames dizem que eu posso ter AR, mas não tenho nenhum sinal clínico (inchaço e vermelhidão nas articulações, dores intensas). O médico contou casos de diagnósticos difíceis que ele fez e pediu mais exames, mas basicamente não sabe o que eu tenho.
Saí do consultório feliz da vida. Entrei com AR e saí sem.
terça-feira, 2 de janeiro de 2018
Os primeiros de 2017
- primeiro dia de trabalho no Itamaraty;
- primeira viagem com vinte pessoas;
- primeiro convite para se retirar do bar (porque ele está fechando);
- primeira massagem profissional;
- primeiro macarrão coreano;
- primeiro pisco peruano;
- primeira festa junina japonesa;
- primeiro evento em embaixada;
- primeiro baile de máscaras;
- primeira visita ao reumatologista (tá tudo bem, obrigada);
- primeiro aniversário depois dos 40;
- primeiro passaporte diplomático.
2017 foi um ano tenso e complicado para o Brasil e para o mundo, mas para mim, pessoalmente, foi bom pra caramba.
Espero que em 2018 o Brasil e o mundo acompanhem.
- primeira viagem com vinte pessoas;
- primeiro convite para se retirar do bar (porque ele está fechando);
- primeira massagem profissional;
- primeiro macarrão coreano;
- primeiro pisco peruano;
- primeira festa junina japonesa;
- primeiro evento em embaixada;
- primeiro baile de máscaras;
- primeira visita ao reumatologista (tá tudo bem, obrigada);
- primeiro aniversário depois dos 40;
- primeiro passaporte diplomático.
2017 foi um ano tenso e complicado para o Brasil e para o mundo, mas para mim, pessoalmente, foi bom pra caramba.
Espero que em 2018 o Brasil e o mundo acompanhem.
sábado, 2 de dezembro de 2017
Brechó + lista mental
Hoje passei na frente de um brechó que gosto, o Peça Rara, e aproveitei dar uma olhadinha, já que a última visita me rendeu uma botinha nova em folha, sem salto, exatamente como eu queria, por um terço do preço da loja.
O brechó é muito organizado e bacana. Mas não é como uma loja: tem muita roupa, sapatos e acessórios, que ficam cada um em seu lugarzinho, mas não expostos como obras de arte sob luz embelezadora em coleções harmoniosas. Ou seja, eles se parecem como ficarão quando você levá-los para casa, longe da beleza das vitrines, do cintilar dos espelhos e das sugestões dos vendedores.
Ou seja, outra vantagem dos brechós: eles não te iludem.
No fim das contas, não achei nada que estivesse na minha lista mental permanente de coisas que ambiciono. Essa lista é bem pequena e ultimamente tem tido só itens de reposição. Eu falo das belezas de ter 40 anos, e uma delas é que você já tem no armário as tais peças básicas, de qualidade, que de fato são úteis, tipo jaqueta de couro, casacão de frio e vestidinho preto.
E eu não enjoo de usar as mesmas roupas? Não. Adoro! Aliás, fico triste quando uma acaba e tenho de comprar um substituto.
Porque aí não tem preocupação, gente. Eu já fui fashion e seguia tendências e acompanhava lançamentos, mas agora só tenho roupa que eu gosto/me deixa bonita/combinam umas com as outras.
Acho que o nome disso é estilo.
E eu não enjoo de usar as mesmas roupas? Não. Adoro! Aliás, fico triste quando uma acaba e tenho de comprar um substituto.
Porque aí não tem preocupação, gente. Eu já fui fashion e seguia tendências e acompanhava lançamentos, mas agora só tenho roupa que eu gosto/me deixa bonita/combinam umas com as outras.
Acho que o nome disso é estilo.
quinta-feira, 16 de novembro de 2017
O Caso da Massagem
Estou na onda de passar por experiências novas. Apareceu a oportunidade de receber uma massagem em um evento e embarquei - ainda mais porque era de graça.
Não, eu nunca tinha recebido uma massagem profissional na vida. Sim, talvez por isso não tenha reclamado enquanto a massagista enfiava o cotovelo nas minhas costas, puxava minhas orelhas em todas as direções e basicamente me espancava. No fim eu já estava soltando uns uis e ais, mas foi inútil. A moça (provavelmente treinada na escola alemã) não teve a menor dó e continuou soltando o braço em mim.
Ao fim de 15 minutos de tortura, senti minha pressão baixando. Dito e feito: foi levantar da cadeira de massagem para o mundo escurecer ao meu redor e os ouvidos começarem a zumbir. Sentei no chão e abaixei a cabeça, com a massagista preocupada perguntando se eu estava bem.
Os amigos que receberam a massagem adoraram. Ninguém passou mal. Falaram que massagem tem de ser assim mesmo, vigorosa. Mas que, da próxima vez, posso pedir o profissional para pegar mais leve.
Não, eu nunca tinha recebido uma massagem profissional na vida. Sim, talvez por isso não tenha reclamado enquanto a massagista enfiava o cotovelo nas minhas costas, puxava minhas orelhas em todas as direções e basicamente me espancava. No fim eu já estava soltando uns uis e ais, mas foi inútil. A moça (provavelmente treinada na escola alemã) não teve a menor dó e continuou soltando o braço em mim.
Ao fim de 15 minutos de tortura, senti minha pressão baixando. Dito e feito: foi levantar da cadeira de massagem para o mundo escurecer ao meu redor e os ouvidos começarem a zumbir. Sentei no chão e abaixei a cabeça, com a massagista preocupada perguntando se eu estava bem.
Os amigos que receberam a massagem adoraram. Ninguém passou mal. Falaram que massagem tem de ser assim mesmo, vigorosa. Mas que, da próxima vez, posso pedir o profissional para pegar mais leve.
Próxima vez? Ha.
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
Kindle proibidão
E aí meus polegares têm doído quando faço força com eles. Como tenho histórico familiar de artrite reumatoide, uma doença auto-imune tenebrosa, lá me fui para o reumatologista ver de qualé.
Chegando lá, várias velhinhas muito velhinhas aguardavam serem atendidas. Vi que de fato eu não era a paciente-tipo do médico (que por sua vez também não era dos mais jovens, o que é bom para um médico).
A notícia boa é que ele acha que eu não tenho artrite reumatoide não, porque ela poupa justamente os polegares, e não tenho outros sintomas além da dorzinha. Me passou alguns exames só para eliminar de vez a hipótese.
A má notícia é que o Leo me convenceu que eu devo ficar uns dias sem meu leitor digital, porque faço movimentos infinitamente repetitivos ao segurá-lo e apertar as teclas para mudar de página, justamente com os polegares. Gente, Lud sem o Kindle é igual Buchecha sem Claudinho, amor sem beijinho etc. etc.
Estou negociando usar o Kindle em cima da mesa e passando as páginas com o indicador, mas isso significa que não posso ler no ponto de ônibus, que é justamente quando eu mais preciso dele, porque tem chovido aqui em Brasília e os horários das linhas ficaram muito loucos.
Mas paciência. Tudo em prol da saúde. E dos polegares.
Chegando lá, várias velhinhas muito velhinhas aguardavam serem atendidas. Vi que de fato eu não era a paciente-tipo do médico (que por sua vez também não era dos mais jovens, o que é bom para um médico).
A notícia boa é que ele acha que eu não tenho artrite reumatoide não, porque ela poupa justamente os polegares, e não tenho outros sintomas além da dorzinha. Me passou alguns exames só para eliminar de vez a hipótese.
A má notícia é que o Leo me convenceu que eu devo ficar uns dias sem meu leitor digital, porque faço movimentos infinitamente repetitivos ao segurá-lo e apertar as teclas para mudar de página, justamente com os polegares. Gente, Lud sem o Kindle é igual Buchecha sem Claudinho, amor sem beijinho etc. etc.
Estou negociando usar o Kindle em cima da mesa e passando as páginas com o indicador, mas isso significa que não posso ler no ponto de ônibus, que é justamente quando eu mais preciso dele, porque tem chovido aqui em Brasília e os horários das linhas ficaram muito loucos.
Mas paciência. Tudo em prol da saúde. E dos polegares.
sábado, 4 de novembro de 2017
Corpinho de biquíni
Sou feminista de carteirinha. E acho uma maravilha. Me sinto muito mais livre depois de ter desconstruído um monte de exigências sociais. Não me sinto obrigada a ser mãe, nem a cobrir os (poucos, admito) fios brancos, nem a usar salto alto, nem a pintar as unhas.
Mas... ainda me sinto obrigada a ser magra. Mesmo abandonando as revistas femininas e os blogs de moda e beleza, ainda não consegui me livrar da impressão teimosa de que ser esbelta é essencial.
Nas últimas semanas, fui convidada para uma festa com piscina e um passeio a cachoeiras. Desenterrei o biquíni e fiquei matutando que já estive mais em forma. E olha que meu IBM é normal e tudo.
Fiquei triste comigo mesmo. É absurdo pensar que só corpos dentro de um padrão imposto e irreal têm direito se divertir em praias e piscinas.
Pedi socorro para a irmã mais nova, que me deu vários conselhos sobre aceitação, sendo o melhor: "Toma duas caipirinhas e pronto". Mas, obviamente, é um truque pontual.
No fim das contas, o melhor remédio foi botar o biquíni e ir à piscina e à cachoeira com os coleguinhas. E me dar conta que existe uma infinidade de tipos de corpos, cada um com suas características. E que as pessoas estão tomando sol e nadando e mergulhando e se divertindo, e ninguém está nem aí pra mim e para meu umbigo.
Foi muito bom.
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