Estou supercontente porque tem um monte de blogueiras de moda entrando na onda do consumo consciente. O esquema dos armários-cápsula já data de algum tempo, mas agora parece que finalmente caiu a ficha de muita gente que comprar compulsivamente não é construtivo, nem para as pessoas (porque não tem fim, sempre tem uma novidade), nem para o meio ambiente.
Pode ser modinha, o hype do momento? Pode. Eu ligo pra isso? Não. O importante é o resultado. Se o povo der uma pausa na obrigação de fazer o "look do dia" com roupa nova sempre, já fico contente. E acho bem possível que muitas percebam que repetir peça é bacana. Primeiro porque é um exercício de criatividade. Segundo porque abre espaço para a individualidade (não tem graça nenhuma todo mundo usando os mesmos lançamentinhos sempre). E terceiro porque gera economia, né? Talvez não para as profissionais que vivem (e lucrem!) exclusivamente com isso e recebem muitos produtos de patrocinadores, mas para a turma que só se diverte com isso, com certeza.
Não, eu não acompanho sites e blogs e revistas femininos. Foi uma das coisas que cortei quando me dei conta de que eles promoviam ideais absolutamente inalcançáveis de beleza e felicidade. Logo depois decidi parar de comprar e pronto, jamais voltei (já que eles também promovem consumo desenfreado). Mas de vez em quando dou uma olhadinha, para ver se estou perdendo alguma coisas (conclusão: não estou. Uma colega de trabalho me contou que a modinha do momento é bota vermelha (!!!) e muito me ri) ou um post sobre comprar menos aparece na minha timeline.
sábado, 12 de maio de 2018
quinta-feira, 10 de maio de 2018
Muitas emoções
Eu sempre quis morar fora do Brasil. Virei funcionária pública e desisti. O que não me impedia de dizer de várias cidades no exterior que conhecia, como o maior dos elogios: "morava aqui fácil!", mesmo sabendo que não tinha como rolar.
Aí muito tempo se passou e muitas coisas aconteceram e, bem, nos próximos anos irei morar fora do Brasil. Sim, os sonhos se realizam (e ainda estou chocada com esse fato. Sempre fui da turma dos céticos).
Mês passado estive em Barcelona de férias. Pela primeira vez tive a sensação que, puxa, realmente tenho chance de viver aqui. O coração acelerou, a pressão caiu (um pouquinho). Me senti feliz e animada e aterrorizada com a perspectiva.
Não sei como vai ser. A irmã mais nova, que já morou na Alemanha e agora está na Espanha, avisou que continuarei a mesma pessoa, só que em um cenário diferente. Ou seja, morar no exterior não significa que minha vida se tornará magicamente perfeita e que eu jamais terei de novo dúvidas e angústias e um vazio no peito.
A diferença é que poderei encher esse vazio com chocolate suíço, né.
* * *
Não estou fazendo charme sobre meu futuro, não: não contei para onde vou porque não tenho ideia. Trabalho no Itamaraty e posso ser enviada (com a minha aquiescência, e só a partir do ano que vem) para qualquer lugar onde o Brasil tenha uma embaixada ou consulado. Existe um mecanismo de remoção, com datas, prazos e vagas disponíveis, com resultados basicamente imponderáveis, então estou tentando não me apegar a nenhum destino determinado.
Vai ser bom, tenho certeza.
Aí muito tempo se passou e muitas coisas aconteceram e, bem, nos próximos anos irei morar fora do Brasil. Sim, os sonhos se realizam (e ainda estou chocada com esse fato. Sempre fui da turma dos céticos).
Mês passado estive em Barcelona de férias. Pela primeira vez tive a sensação que, puxa, realmente tenho chance de viver aqui. O coração acelerou, a pressão caiu (um pouquinho). Me senti feliz e animada e aterrorizada com a perspectiva.
Não sei como vai ser. A irmã mais nova, que já morou na Alemanha e agora está na Espanha, avisou que continuarei a mesma pessoa, só que em um cenário diferente. Ou seja, morar no exterior não significa que minha vida se tornará magicamente perfeita e que eu jamais terei de novo dúvidas e angústias e um vazio no peito.
A diferença é que poderei encher esse vazio com chocolate suíço, né.
* * *
Não estou fazendo charme sobre meu futuro, não: não contei para onde vou porque não tenho ideia. Trabalho no Itamaraty e posso ser enviada (com a minha aquiescência, e só a partir do ano que vem) para qualquer lugar onde o Brasil tenha uma embaixada ou consulado. Existe um mecanismo de remoção, com datas, prazos e vagas disponíveis, com resultados basicamente imponderáveis, então estou tentando não me apegar a nenhum destino determinado.
Vai ser bom, tenho certeza.
domingo, 29 de abril de 2018
42
42 é a resposta para a pergunta fundamental sobre a vida, o universo e tudo mais (vide O Guia do Mochileiro das Galáxias). Também é o meu aniversário de amanhã.
E está tudo ótimo. Saúde boa, coração tranquilo, emprego promissor.
E amigos para tomar umas à noite (ah, a sorte de quem nasceu na véspera de um feriado).
E está tudo ótimo. Saúde boa, coração tranquilo, emprego promissor.
E amigos para tomar umas à noite (ah, a sorte de quem nasceu na véspera de um feriado).
domingo, 15 de abril de 2018
Independência financeira + aposentadoria precoce
Nos últimos dias, ando me divertindo muitíssimo com os blogs americanos de FIRE (financial independence/early retirement). Meu plano A é trabalhar mais 20 e alguns anos, a maioria deles no exterior, mas não vivo sem um plano B, e na receita do FIRE tem vida simples + economia, o que já adoto mesmo.
Mas é aquela coisa: quem quer se aposentar mais cedo aperta o cinto com vontade para conseguir juntar mais grana logo. Se eu ainda for ralar mais duas décadas, não é necessário ser tão contida. Não quer dizer que eu vá sair gastando loucamente, mas que poderei aproveitar oportunidades de passeios e viagens com tranquilidade.
Provavelmente ficarei no meio do caminho, continuando a consumir pouco, investindo em experiências e guardando dinheiro para a aposentadoria na idade normal.
Até porque, quando você se torna financeiramente independente, você pode parar de trabalhar e se dedicar a outras coisas. E eu não tenho a menor ideia ao que eu iria me dedicar.
Mas é aquela coisa: quem quer se aposentar mais cedo aperta o cinto com vontade para conseguir juntar mais grana logo. Se eu ainda for ralar mais duas décadas, não é necessário ser tão contida. Não quer dizer que eu vá sair gastando loucamente, mas que poderei aproveitar oportunidades de passeios e viagens com tranquilidade.
Provavelmente ficarei no meio do caminho, continuando a consumir pouco, investindo em experiências e guardando dinheiro para a aposentadoria na idade normal.
Até porque, quando você se torna financeiramente independente, você pode parar de trabalhar e se dedicar a outras coisas. E eu não tenho a menor ideia ao que eu iria me dedicar.
sábado, 3 de março de 2018
A batalha dos livros
Tenho um monte de amigos e conhecidos que olham desconfiados para meu leitor digital, que eu carrego pra todo lado, e dizem que preferem ler no papel. Antes eu ficava indignada e tentava explicar que uma tela de computador, tablet ou celular é muito diferente da experiência de um eletrônico exclusivamente dedicado à leitura, mas hoje eu só sorrio e falo: o bom é que fica dentro da bolsa e eu posso ler a qualquer momento (do que se infere: leio muito mais que você, mané).
Verdade seja dita, quem gosta de ler lê em qualquer suporte, como já me disse uma bibliotecária portuguesa. Mas há os apalpadores de lombadas, os cheiradores de páginas (entre os quais eu me incluo) e os fetichistas de volumes. E quem acha que importante mesmo é possuir o livro (se vão ler ou não já é outra história. Seriam as estantes um precursor do Instagram?).
Mas não acirremos os ânimos. Assim como o cinema e a tevê, a orquestra e o rádio, o concerto e o cd (será que ainda existem cds?), livros digitais e físicos podem conviver alegremente, sem que um tire o lugar do outro, o resultado sendo que tudo mundo leia muito mais. Ainda adoro bibliotecas e belas sequências de livros enfileirados (e aproveito para reclamar: decoradores que organizam livros pela cor, WTF?), mas prefiro vê-las, não tê-las. Na minha casa não há livros de papel (mentira, tem sim, uns de estudo, escondidos no aparador da sala), mas nunca possuí tantas obras (passaram de centenas para os milhares, com a diferença que jamais ocuparam tão pouco espaço). Também me tornei mais exigente: comecei o livro e não gostei, não prestou? Apago do Kindle, devolvo pra loja (na Amazon você tem 7 dias) e se bobear deleto do HD também.
Só digo uma coisa: eu e você, no portão de embarque, a companhia aérea avisa que o voo vai atrasar 7 horas (já aconteceu). A 80 km/h, quem você acha que tem mais garrafa vazia pra vender?
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018
O trabalho
Confesso que, quando fui atrás do meu emprego atual, nem pensei em que ia trabalhar. O importante pra mim era morar no exterior, ponto.
Acabei caindo em uma atividade-meio, o que é meio bizarro, porque geralmente a gente se identifica é com a finalidade da organização, né? Se antes eu financiava o Estado democrático de direito, hoje eu conto tempos de serviço e concedo licenças para as pessoas, algo bem mais limitado.
Não é que eu esteja reclamando. Um ponto positivo é que sou muito mais popular. Ninguém gosta de pagar imposto, mas todo mundo adora afastamentos para tratar de interesses particulares (sem salário, tá, gente) e confirmações de que tem tempo suficiente para aposentar.
E serviço não falta. O tempo passa rapidinho. Quando o estoque de pedidos de momento acaba, sempre tem algum projeto pra desenvolver, como mandar para o arquivo pilhas de documentos que ficaram nos armários ou investigar como é possível transformar processos físicos em digitais.
Só que eu fico cansada. Não bastasse a atividade intensa e minuciosa, trabalho em um vasto salão cheio de pessoas. O que é ótimo para resolver questões de serviço - nem precisa ligar pro coleguinha, é só passar na mesa dele -, mas que também barulhento e confuso.
Chego em casa e só quero silêncio e tranquilidade. Minha vida social foi despachada para os fins de semana.
Acabei caindo em uma atividade-meio, o que é meio bizarro, porque geralmente a gente se identifica é com a finalidade da organização, né? Se antes eu financiava o Estado democrático de direito, hoje eu conto tempos de serviço e concedo licenças para as pessoas, algo bem mais limitado.
Não é que eu esteja reclamando. Um ponto positivo é que sou muito mais popular. Ninguém gosta de pagar imposto, mas todo mundo adora afastamentos para tratar de interesses particulares (sem salário, tá, gente) e confirmações de que tem tempo suficiente para aposentar.
E serviço não falta. O tempo passa rapidinho. Quando o estoque de pedidos de momento acaba, sempre tem algum projeto pra desenvolver, como mandar para o arquivo pilhas de documentos que ficaram nos armários ou investigar como é possível transformar processos físicos em digitais.
Só que eu fico cansada. Não bastasse a atividade intensa e minuciosa, trabalho em um vasto salão cheio de pessoas. O que é ótimo para resolver questões de serviço - nem precisa ligar pro coleguinha, é só passar na mesa dele -, mas que também barulhento e confuso.
Chego em casa e só quero silêncio e tranquilidade. Minha vida social foi despachada para os fins de semana.
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
Meu único pulmão
Eu brinco que sou como aquele jogador de futebol que, repreendido por correr pouco durante um jogo, desabafou: "Correr mais? Só se eu tivesse dois pulmões!". Sim, desconfio que tenho um só, porque minha capacidade respiratória sempre foi, digamos, regular (e uma vez que a avaliação da academia vai de "ótima" a "regular", podemos dizer com alguma certeza que esse termo significa "bem ruim").
Já faz um mês que eu tenho subido 5 andares de escada até minha sala no trabalho. Chego sem fôlego e sedenta, e meu consolo é que no serviço tem lindos copinhos coloridos, o que quer dizer que cada dia bebo água de uma cor (not really, mas parece).
Até agora não percebi nenhuma melhora em minha capacidade pulmonar. Mas persisto, né, porque o sertanejo é, antes de tudo, um forte (não que eu seja sertaneja, nem forte, mas enfim).
Já faz um mês que eu tenho subido 5 andares de escada até minha sala no trabalho. Chego sem fôlego e sedenta, e meu consolo é que no serviço tem lindos copinhos coloridos, o que quer dizer que cada dia bebo água de uma cor (not really, mas parece).
Até agora não percebi nenhuma melhora em minha capacidade pulmonar. Mas persisto, né, porque o sertanejo é, antes de tudo, um forte (não que eu seja sertaneja, nem forte, mas enfim).
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
Marcas e grifes
Quando eu era adolescente e estudava em um colégio de pessoas riquinhas, era muito importante ter a mochila e o tênis de uma marca determinada (era Company, se os curiosos fizerem questão de saber). Fiquei feliz da vida quando finalmente ganhei uma mochilinha igual à de todo mundo.
Confesso que já ambicionei ter uma bolsa Chanel. Pesquisei seriamente, escolhi o modelo, a cor e o material (2.55, preta, de couro de cordeiro). Aí me dei conta que minha vida não comportava uma bolsa Chanel. (O que foi uma sábia decisão, por causa do Efeito Diderot: uma aquisição muito acima do nível de consumo habitual pode deixar a pessoa insatisfeita com tudo que ela já tem - e querendo substituir esse tudo por versões muito mais caras e sofisticadas. Resultado: frustração + gastos exagerados e desnecessários. Melhor não.)
Ou seja, já achei grifes e marcas muito importantes, sim. Mas deixei de achar. Primeiro porque passei por algumas experiências decepcionantes com itens que custaram caro mas deixaram a desejar. Segundo porque não preciso ficando mostrando para os outros o meu poder econômico (aí economizo e tenho mais poder econômico!). Então evito. Até por não querer fazer propaganda gratuita pros outros.
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
Malinha
Falta um mês para a próxima viagem e já estou separando roupas para a mala. Sou dessas.
É que eu me divirto. Acho que o planejamento faz parte da viagem. Já começo a curtir agora.
A ideia é levar uma mala pequetita, com roupa para uma semana. Como vamos ficar em apartamentos com máquina de lavar, não tem necessidade que mais do que isso. As peças mais pesadas e volumosas vão no corpo: botas sem salto e casaco de frio.
Olha que dessa vez estou querendo caprichar: vou levar um coletinho preto para usar em cima das camisas (que não precisam ser passadas), um segundo par de sapatos confortáveis e três, TRÊS cachecóis! (Ok, dois lenços e um cachecol.)
Vai ser praticamente um desfile de moda.
É que eu me divirto. Acho que o planejamento faz parte da viagem. Já começo a curtir agora.
A ideia é levar uma mala pequetita, com roupa para uma semana. Como vamos ficar em apartamentos com máquina de lavar, não tem necessidade que mais do que isso. As peças mais pesadas e volumosas vão no corpo: botas sem salto e casaco de frio.
Olha que dessa vez estou querendo caprichar: vou levar um coletinho preto para usar em cima das camisas (que não precisam ser passadas), um segundo par de sapatos confortáveis e três, TRÊS cachecóis! (Ok, dois lenços e um cachecol.)
Vai ser praticamente um desfile de moda.
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
É carnaval
Adoro carnaval. Amo passar o feriado prolongado em casa, lendo livros, vendo filmes, comendo brigadeiro e encontrando amigos. Se o tempo estiver friozinho e eu puder ficar muitas horas debaixo do edredom e tomar uns banhos ferventes, então, melhor ainda.
Juro que entendo quem curte folia, música, agito e pegação. Dou o maior apoio. Enquanto isso, estou na quarta revistinha de Sandman, e são setenta e cinco, gente! Nem sei se vai dar tempo de ler todas antes da quarta-feira de cinzas chegar.
Para quem não sabe, o sobrenome do marido é Carnaval. Então pra mim a festa dura o ano inteiro (piscada marota).
Juro que entendo quem curte folia, música, agito e pegação. Dou o maior apoio. Enquanto isso, estou na quarta revistinha de Sandman, e são setenta e cinco, gente! Nem sei se vai dar tempo de ler todas antes da quarta-feira de cinzas chegar.
Para quem não sabe, o sobrenome do marido é Carnaval. Então pra mim a festa dura o ano inteiro (piscada marota).
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