Eu penso muito na vida. Às vezes, na morte. Ela não me assusta - talvez porque eu seja jovem e saudável, né.
Na minha cabeça, não há vida depois da morte. Há apenas um longo e profundo sono. E, como eu gosto de dormir, não só não me assusto como acho que vai ser bacana.
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Ludmimimila
Ando num mimimi danado a respeito dos estudos, da prova, do trabalho, das férias que não me deram, da chefia a que me obrigaram - enfim, numa reclamação sem fim sobre como o mundo devia ser e do absurdo que é o fato de o mundo não ser como eu acho que devia ser.
Aí li este livro aqui. A ficha caiu.
Deixa eu usar o tempo que eu reclamo de como não tenho tempo para estudar para, efetivamente, estudar.
Aí li este livro aqui. A ficha caiu.
Deixa eu usar o tempo que eu reclamo de como não tenho tempo para estudar para, efetivamente, estudar.
domingo, 10 de janeiro de 2016
Não quero ser essa pessoa
Às vezes a gente tem a impressão que outras pessoas, agindo de maneira egoísta, estão levando a melhor. Pode ser o colega de trabalho que faz corpo mole - e com isso sobra trabalho para os mais dispostos, ou o companheiro de evento que puxa o carro na hora de arrumar a bagunça.
Aí a gente se irrita com o fato de que os justos pagam pelos pecadores e dá até uma vontadezinha de se comportar assim também. Pelo menos em mim dá, não vou negar.
Mas, nessas horas, eu penso: "Não quero ser essa pessoa. Não quero ser essa pessoa que não tem compromisso com o emprego. Não quero ser essa pessoa que se aproveita dos amigos. Não quero ser essa pessoa que só pensa no próprio umbigo."
De repente "essa pessoa" que não tem horário pra chegar ao trabalho e não se importa que os outros fiquem sobrecarregados é feliz - até mais feliz que eu. Mas, depois de pensar sobre o assunto, cheguei à conclusão que a felicidade não é objetivo maior da minha vida. É um deles, e dos mais importantes, mas não pode se sobrepor a tudo.
É claro que tenho um monte de defeitos e de vez em quando dou minhas mancadas. Mas tento muito não ser essa pessoa.
Aí a gente se irrita com o fato de que os justos pagam pelos pecadores e dá até uma vontadezinha de se comportar assim também. Pelo menos em mim dá, não vou negar.
Mas, nessas horas, eu penso: "Não quero ser essa pessoa. Não quero ser essa pessoa que não tem compromisso com o emprego. Não quero ser essa pessoa que se aproveita dos amigos. Não quero ser essa pessoa que só pensa no próprio umbigo."
De repente "essa pessoa" que não tem horário pra chegar ao trabalho e não se importa que os outros fiquem sobrecarregados é feliz - até mais feliz que eu. Mas, depois de pensar sobre o assunto, cheguei à conclusão que a felicidade não é objetivo maior da minha vida. É um deles, e dos mais importantes, mas não pode se sobrepor a tudo.
É claro que tenho um monte de defeitos e de vez em quando dou minhas mancadas. Mas tento muito não ser essa pessoa.
sábado, 9 de janeiro de 2016
A verdade dos fatos
Estou detestando estudar. Já arrastei os pés antes, em outros períodos de estudos, mas tinha concluído que isso acontecia porque eu não queria realmente aquele cargo. Hoje eu não tenho essa desculpa.
* * *
Os dias que consigo estudar três horas líquidas são dias de grande vitória. E raros.
* * *
Li em algum lugar que, após 150 horas de estudo, a coisa engrena e o sofrimento vira alegria, ou pelo menos rotina. Estou mais ou menos na hora 50.
* * *
Meu método favorito de procrastinar é ler livros que ensinam a não procrastinar.
* * *
O bicho está pegando no trabalho e, claro, no futuro esta vai ser minha versão dos fatos: "foi impossível estudar naquela época!".
Mas que eu tenho direito a muitos dias de férias e a uma licença-capacitação, que eu implorei para tirar e não me deram, isso é verdade.
* * *
Aposto dinheiro alto que, imediatamente após a prova de 31 de janeiro, vou sentir um grande amor pelos estudos. Vai durar umas semanas.
* * *
Falando em semanas, faltam só duas (para a chefe voltar das férias e eu passar a faixa) e só três (para o concurso). Será um período de muitas aventuras.
* * *
Os dias que consigo estudar três horas líquidas são dias de grande vitória. E raros.
* * *
Li em algum lugar que, após 150 horas de estudo, a coisa engrena e o sofrimento vira alegria, ou pelo menos rotina. Estou mais ou menos na hora 50.
* * *
Meu método favorito de procrastinar é ler livros que ensinam a não procrastinar.
* * *
O bicho está pegando no trabalho e, claro, no futuro esta vai ser minha versão dos fatos: "foi impossível estudar naquela época!".
Mas que eu tenho direito a muitos dias de férias e a uma licença-capacitação, que eu implorei para tirar e não me deram, isso é verdade.
* * *
Aposto dinheiro alto que, imediatamente após a prova de 31 de janeiro, vou sentir um grande amor pelos estudos. Vai durar umas semanas.
* * *
Falando em semanas, faltam só duas (para a chefe voltar das férias e eu passar a faixa) e só três (para o concurso). Será um período de muitas aventuras.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
Workaholic, shopaholic
Finalmente consegui entender o que leva certas pessoas a se tornarem viciadas em trabalho. Acho que é uma mistura de poder para tomar decisões, pressão para apresentar resultados, dificuldade em delegar e aquela sensação que só você consegue fazer o que deve ser feito da maneira como deve ser feito.
Sim, estou substituindo a chefe no trabalho. A experiência está sendo basicamente aterrorizante.
* * *
Também consegui entender a vontade de gastar dinheiro para se sentir melhor. É uma maneira fácil e rápida de se recompensar pela ralação e pelo cansaço. Infeliz ou felizmente, estou há tanto tempo sem consumir por diversão que não consegui imaginar uma aquisição que me deixasse feliz.
Talvez eu não tenha conseguido pensar em nada porque faz bem tempo que não vejo tevê, não leio revistas e convivo pouco com gente consumista. Navego muito na internet, mas ignoro a publicidade e foco no conteúdo. E evito blogs que incentivam o consumo.
Então, basicamente, não tem ninguém me dizendo o que é que eu devo "querer".
Sim, estou substituindo a chefe no trabalho. A experiência está sendo basicamente aterrorizante.
* * *
Também consegui entender a vontade de gastar dinheiro para se sentir melhor. É uma maneira fácil e rápida de se recompensar pela ralação e pelo cansaço. Infeliz ou felizmente, estou há tanto tempo sem consumir por diversão que não consegui imaginar uma aquisição que me deixasse feliz.
Talvez eu não tenha conseguido pensar em nada porque faz bem tempo que não vejo tevê, não leio revistas e convivo pouco com gente consumista. Navego muito na internet, mas ignoro a publicidade e foco no conteúdo. E evito blogs que incentivam o consumo.
Então, basicamente, não tem ninguém me dizendo o que é que eu devo "querer".
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Exercício relutante de gratidão
Acho barango, gente, mas funciona. Gosto mesmo é de ser sarcástica e blasé, usar preto e ficar olhando pro infinito em silêncio (talvez com The Smiths ao fundo), mas o que melhora meu humor é fazer lista de razões para ser grata, ambicionar o que já tenho e ser amiga dos amigos.
Tudo barango, mas utilíssimo.
* * *
1) Sou grata por ter o Leo em minha vida
2) Sou grata por morar em uma cidade linda
3) Sou grata por ter um emprego apenas razoavelmente detestável (e que paga bem)
4) Sou grata por ser saudável
5) Sou grata pela existência dos leitores digitais e dos livros eletrônicos
6) Sou grata por estar sempre mudando e (quero acreditar) evoluindo
7) Sou grata por ser baranga, mas feliz.
* * *
Falando em amigos, no sábado eu conheci a Lu Monte, do Dia de Folga. Que ela é muito legal eu já sabia, por causa do blog. O que eu não sabia é que ela tem os olhos mais lindos do mundo. Fiquei sem graça de falar na hora, né, mas fica o registro.
* * *
Quero alterar o número 3 da lista. Na verdade, meu trabalho é legal. Só de vez em quando é que ele fica razoavelmente detestável.
Não preciso dizer que hoje foi um desses dias.
Tudo barango, mas utilíssimo.
* * *
1) Sou grata por ter o Leo em minha vida
2) Sou grata por morar em uma cidade linda
3) Sou grata por ter um emprego apenas razoavelmente detestável (e que paga bem)
4) Sou grata por ser saudável
5) Sou grata pela existência dos leitores digitais e dos livros eletrônicos
6) Sou grata por estar sempre mudando e (quero acreditar) evoluindo
7) Sou grata por ser baranga, mas feliz.
* * *
Falando em amigos, no sábado eu conheci a Lu Monte, do Dia de Folga. Que ela é muito legal eu já sabia, por causa do blog. O que eu não sabia é que ela tem os olhos mais lindos do mundo. Fiquei sem graça de falar na hora, né, mas fica o registro.
* * *
Quero alterar o número 3 da lista. Na verdade, meu trabalho é legal. Só de vez em quando é que ele fica razoavelmente detestável.
Não preciso dizer que hoje foi um desses dias.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Enquanto isso, no trabalho...
Uma das coisas que me deixa louca no meu trabalho novo é o tanto que as pessoas falam. É exatamente, imagino, como um call center. Em outras palavras, filial do inferno.
As pessoas são legais. A reclamação não é essa. A reclamação é que as funções são compartilhadas, que o telefone é instrumento de trabalho, que todo mundo tem de estar sempre se comunicando um com uns outros. E que, além disso, os colegas gostam muitíssimo de conversar.
A pior hora é depois do almoço. Eu já estou lá, concentrada, tentando resolver o pepino do momento, e chega a galera, tagarelando loucamente, por uma boa meia hora. (Talvez seja menos, mas quando a gente está em um ambiente hostil o tempo se arrasta.)
Flash back para o primeiro grau (ok, quem estamos tentando enganar? Flash back para o primeiro grau, para o segundo grau, para a faculdade, para a pós-graduação), quando todo mundo queria bater papo e eu queria silêncio para estudar.
Minha conclusão? É que a errada sou eu, obviamente. A falação do povo não atrapalha a produtividade deles, atrapalha a minha.
Solução nº 1: pedir para mudar para um setor onde os funcionários precisem de foco e gostem do silêncio. Sim, eu pedi. Não, não vão deixar.
Solução nº 2: desistir de me concentrar depois do almoço. Reservar a meia hora infernal pra trocar ideia e bater papo. Quem sabe funciona?
As pessoas são legais. A reclamação não é essa. A reclamação é que as funções são compartilhadas, que o telefone é instrumento de trabalho, que todo mundo tem de estar sempre se comunicando um com uns outros. E que, além disso, os colegas gostam muitíssimo de conversar.
A pior hora é depois do almoço. Eu já estou lá, concentrada, tentando resolver o pepino do momento, e chega a galera, tagarelando loucamente, por uma boa meia hora. (Talvez seja menos, mas quando a gente está em um ambiente hostil o tempo se arrasta.)
Flash back para o primeiro grau (ok, quem estamos tentando enganar? Flash back para o primeiro grau, para o segundo grau, para a faculdade, para a pós-graduação), quando todo mundo queria bater papo e eu queria silêncio para estudar.
Minha conclusão? É que a errada sou eu, obviamente. A falação do povo não atrapalha a produtividade deles, atrapalha a minha.
Solução nº 1: pedir para mudar para um setor onde os funcionários precisem de foco e gostem do silêncio. Sim, eu pedi. Não, não vão deixar.
Solução nº 2: desistir de me concentrar depois do almoço. Reservar a meia hora infernal pra trocar ideia e bater papo. Quem sabe funciona?
domingo, 3 de janeiro de 2016
Ler e escrever
Eu leio muito. Muito mesmo. O amor que algumas pessoas têm por seriados, por filmes, por academia, eu sinto por livros.
De 2013 até hoje eu li 751 livros. Sim, eu tenho uma lista, e ela começou no meio de 2013. Não, eu não me lembro de cada palavra de cada um deles. Sim, no sabático eu tinha mais tempo pra ler do que tenho hoje. Sim, na verdade eu li mais do que isso porque às vezes esqueço da anotar um livro na lista.
* * *
Eu tenho muito medo de realizar sonhos. Lido muito melhor com aquilo que considero de menor importância. Deve ser por isso que estou tendo esse bloqueio todo em estudar pra Ofchan. (É isso ou preguiça. Escolham.)
Os livros de motivação dizem que o primeiro passo é visualizar a vida que a gente deseja. Quando começo a criar um cenário em que uma das minhas principais ocupações seja escrever, eu travo. Frio na barriga à décima potência. Sério, não consigo nem imaginar.
Então, não imaginemos, escrevamos.
* * *
Resolução de 2016: escrever muito. Muito. Muito.
De 2013 até hoje eu li 751 livros. Sim, eu tenho uma lista, e ela começou no meio de 2013. Não, eu não me lembro de cada palavra de cada um deles. Sim, no sabático eu tinha mais tempo pra ler do que tenho hoje. Sim, na verdade eu li mais do que isso porque às vezes esqueço da anotar um livro na lista.
* * *
Eu tenho muito medo de realizar sonhos. Lido muito melhor com aquilo que considero de menor importância. Deve ser por isso que estou tendo esse bloqueio todo em estudar pra Ofchan. (É isso ou preguiça. Escolham.)
Os livros de motivação dizem que o primeiro passo é visualizar a vida que a gente deseja. Quando começo a criar um cenário em que uma das minhas principais ocupações seja escrever, eu travo. Frio na barriga à décima potência. Sério, não consigo nem imaginar.
Então, não imaginemos, escrevamos.
* * *
Resolução de 2016: escrever muito. Muito. Muito.
sábado, 2 de janeiro de 2016
Evitar a fadiga
Ultimamente eu tenho seguido este lema: evitar a fadiga. Se um trem é muito complicado, muito enrolado, se tá na cara que vai dar dor de cabeça, eu evito. Exemplo: comprar apartamento na planta. Exemplo: passar o ano novo na praia com uma turma. Exemplo: entrar no grupo de Whatsapp dos colegas de trabalho.
E tem dado certo. O problema é que, tecnicamente, tudo nessa vida tem potencial pra dar dor de cabeça. Se for pra seguir o lema ao pé da letra, dali a pouco não se faz mais nada além de trabalhar e escovar os dentes.
Então o negócio é evitar a fadiga, menos quando as potenciais complicações e dores de cabeça valerem a pena.
E tem dado certo. O problema é que, tecnicamente, tudo nessa vida tem potencial pra dar dor de cabeça. Se for pra seguir o lema ao pé da letra, dali a pouco não se faz mais nada além de trabalhar e escovar os dentes.
Então o negócio é evitar a fadiga, menos quando as potenciais complicações e dores de cabeça valerem a pena.
Assinar:
Postagens (Atom)