O colega/amigo/vizinho de prédio voltou para o Brasil este mês porque completou o prazo máximo de exterior, 12 anos. Ele e a família moraram em quatro países diferentes.
Depois de a mobília ter sido empacotada, ele olhou para as 200 caixas e declarou: no próximo ciclo, vou fazer como vocês - alugar apartamento mobiliado e levar só o básico.
Aplaudimos as boas intenções dele. A gente acompanha as mudanças dos amigos e vê que tudo pode acontecer: do contêiner cair no mar até a bagagem mofar. Sem falar dos atrasos - a pessoa fecha o contrato de aluguel e fica acampada com fogão e geladeira até a mobília chegar.
Aqui em Manila há muitos apartamentos mobiliados disponíveis. Escolhemos um deles, o mais próximo ao trabalho. É uma maravilha: os móveis são adaptados aos espaços (não são grandes nem pequenos demais); dá para ficar confortável até o dia de mudar (com roupa de cama emprestada); não tivemos trabalho nenhum (até lustres e cortinas já estavam instalados).
Ou seja, aconselhamos fortemente essa opção: despachar só roupa, objetos pessoais e documentos. Se dependesse de nós, assim continuaríamos.
Só que a próxima cidade onde ambicionamos viver basicamente não oferece residências mobiliados. Maldita realidade e sua mania de se intrometer em meus planos!
O jeito vai ser montar casa, né. Comprar cama, mesa, sofá. Cadeiras, cortina, abajur. E decidir se a partir daí nos tornamos caramujos (e passamos a carregar a casa nas costas, quer dizer, na mudança) ou continuamos livres, leves e soltos.
