O último post foi bem mal-humorado, e a culpa nem foi toda de BH, coitada. É que eu e o Leo, quando reencontramos as famílias por tanto tempo, ficamos aflitos. Acho que nos acostumamos a ficar na nossa casinha, tranquilos e contentes, e passar quase duas semanas morando com os pais, que têm seus próprios hábitos e para quem nunca crescemos de verdade, nos deixa desorientados. Para completar, no quarto que a gente fica o wi-fi não funcionava, então nem nos esconder para ver Netflix foi uma opção.
Por outro lado, foi uma viagem muito útil: fizemos exame médico para renovar carteira de motorista, desbloqueamos cartão de crédito, tomamos a quinta dose da vacina de Covid. Revimos amigos e parentes, comemos pão-de-queijo, empada e mandioca frita, tomamos Mate Couro, Guarapan e Grapete. E ainda voltei com um monte de roupa nova, mas aí é caso para outro post.
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| Vista de BH da varanda do meu padrinho |
Para mim essa viagem lembrou muito uma época em que estava na segunda faculdade, deprimida (de verdade) e meio perdida na vida. Estava doida para arrumar emprego e sair da casa dos meus pais, e isso demorou mais do que eu queria para acontecer. A parte boa, claro, é que esse tipo de recordação faz perceber como tudo mudou para muito melhor. No final, tudo dá certo - se ainda não deu certo, é porque não chegou ao final.
Em retrospectiva, planejamos mal: devíamos ter tratado como outra viagem de férias. Ou seja, marcado passeios, feito listinha de restaurantes e confeitarias, ido à Brasília, São Paulo e Uberlândia ver pessoas queridas.
Fica para a próxima. Que, se tudo der certo, será em seis anos e meio, quando eu for obrigada a voltar a trabalhar no Brasil.